Passagens para Vida Selvagem do Parque Nacional de Banff — Programa de Mitigação da Trans-Canada Highway
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O caminho de ferro de bitola larga Mombaça–Nairobi atravessa a Área de Conservação de Tsavo, sem vedação, sobre um aterro com 141 estruturas de passagem; um estudo revisto por pares de 2022 constatou uso real mas desigual pela fauna, enquanto troços de aterro mataram mais elefantes do que as estradas que substituíram — um caso de precaução sobre o desenho ecológico de infraestruturas.
O caminho de ferro de bitola larga (SGR) do Quénia, financiado pela China e construído entre 2014 e 2017 entre Mombaça e Nairobi, foi traçado sobre um aterro elevado através da Área de Conservação de Tsavo, sem vedação — habitat da maior população contígua de elefantes do Quénia (cerca de 12 800 animais) e de dezenas de outras espécies de grandes mamíferos.
Para permitir a passagem da fauna através da linha, os engenheiros incorporaram 141 estruturas de passagem nos troços Voi–Mtito Andei e Voi–Bachuma: 14 pontes, 58 valas/culverts e 69 aberturas de aterro mais baixas. A Save the Elephants, em colaboração com o Wildlife Research and Training Institute e o Kenya Wildlife Service, mantém uma monitorização contínua por armadilhas fotográficas e rastreio desde 2016.
Um estudo revisto por pares (Scientific Reports, 2022), cobrindo o período de junho de 2016 a outubro de 2019, registou 33 espécies de mamíferos de médio e grande porte a utilizar as estruturas, sendo os elefantes (30,5% das travessias em pontes), a zebra-das-planícies (20,2%), o babuíno (12,4%), o búfalo (7,6%) e o dik-dik de Kirk (7,7%) os utilizadores mais frequentes. A altura da passagem foi o preditor mais forte de utilização — estruturas mais altas foram mais utilizadas — e a vedação elétrica aumentou o uso pela maioria das espécies, exceto elefantes; a presença de gado reduziu o uso pela fauna selvagem em cerca de metade.
O balanço é misto. A Save the Elephants documentou oito mortes de elefantes por colisão com o aterro sólido no período inicial de monitorização, face a uma média anterior de cerca de duas por ano devido ao tráfego rodoviário na mesma área — prova de que, onde a linha não foi elevada nem dotada de aberturas adequadas, o caminho de ferro aumentou o risco em vez de o reduzir. Analistas independentes (incluindo a reportagem da National Geographic em 2016) criticaram o processo de conceção original por uma avaliação ecológica insuficiente antes da construção. O caso é aqui incluído como um exemplo documentado tanto do que funcionou (passagens monitorizadas, de altura adequada, utilizadas pela maioria das espécies-alvo) como do que não funcionou (longos troços de aterro com aberturas insuficientes), útil para planeadores ferroviários noutros pontos da África Oriental.
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