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CECAB — A Cooperativa de Cacau Biológico de São Tomé Passa do Grão em Bruto ao Chocolate

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Fundada em 2004, a cooperativa CECAB de São Tomé, com 3.000 agricultores, aumentou a produção de cacau biológico em 40% em 2021 e inaugurou em 2022 uma fábrica de chocolate de 450 mil euros apoiada pelo BAD — mas uma nova regra da UE de 2024, que limita as cooperativas a 2.000 membros, obriga agora a uma reestruturação.

CECAB — A Cooperativa de Cacau Biológico de São Tomé Passa do Grão em Bruto ao Chocolate

Detalhes

Promotor
Cooperativa de Produção e Exportação de Cacau Biológico (CECAB); African Development Bank; Kaoka (France)
Período
2004–2024
Palavras-chave
agriculture, cocoa, cooperative, fair trade, agroforestry, export

Descrição

A Cooperativa de Produção e Exportação de Cacau Biológico (CECAB) foi fundada em São Tomé em julho de 2004 e tornou-se o maior produtor de cacau do país, organizando cerca de 3.000 pequenos agricultores em 37 a 42 associações para cultivar cacau biológico e de comércio justo nos solos vulcânicos da ilha. Desde 2001, o seu principal parceiro de exportação é a Kaoka, uma fabricante francesa de chocolate biológico premium, o que garante aos membros um canal de exportação estável e um preço mínimo de comércio justo que os protege de choques nos preços internacionais.

A CECAB associa este acesso ao mercado a uma transferência de conhecimento agronómico liderada pelo diretor executivo António da Graça Dias, antigo ministro da Agricultura e professor de agronomia: técnicas modernas de poda e variedades resistentes a pragas e doenças são apontadas como responsáveis por acrescentar 30 a 40 anos à vida útil das árvores e melhorar a resiliência climática. A produção atingiu 1.650 toneladas em 2021, um aumento de cerca de 40% em relação a 2020, num total nacional pouco superior a 3.000 toneladas.

Em julho de 2022, a CECAB inaugurou uma fábrica de chocolate na Guadalupe, a 12 km a norte da cidade de São Tomé, avançando da exportação de grão em bruto para a produção de valor acrescentado. O projeto, no valor de 450 a 464 mil euros, foi financiado em cerca de 20% pela própria CECAB e o restante pelo Banco Africano de Desenvolvimento, com uma capacidade inicial prevista de 10 toneladas de chocolate por ano.

O crescimento da CECAB também expôs limitações reais: o roubo de cacau chegou a reduzir a produção em até 40% num determinado período, e uma alteração de 2024 às regras europeias de certificação biológica passou a restringir a certificação a cooperativas com menos de 2.000 membros — os cerca de 3.100 agricultores registados na CECAB obrigam agora a cooperativa a reestruturar-se para manter o acesso ao mercado biológico europeu.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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