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Good practice

Centros Multimédia Comunitários – Rede de Rádio e Telecentros TIC (Moçambique)

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Os Centros Multimédia Comunitários da UNESCO combinaram uma rádio comunitária com um telecentro TIC de acesso público em Moçambique, chegando a 34 locais até 2011. Uma avaliação independente encomendada pela UNESCO confirmou o alcance real mas apontou a falta de uma estratégia de saída e pressúpostos de sustentabilidade irrealistas.

34
Centros Multimédia Comunitários em funcionamento em Moçambique (até 2011) (by 2011)
231
Pessoas inquiridas em 10 províncias (estudo de representações sociais)
128
Meta de distritos a alcançar nos 5 anos seguintes à transferência de 2010

Detalhes

Promotor
UNESCO (design/launch); handed to Mozambique's Ministry of Science and Technology (MCT) in 2010
Período
2001–2010 (UNESCO-led phase); handed to government 2010, current operational status unverified
Palavras-chave
community radio, ICT telecentres, digital literacy

Contexto

Os Centros Multimédia Comunitários combinam uma estação de rádio comunitária com um telecentro de TIC de acesso partilhado num único espaço físico. A UNESCO lançou o modelo-piloto em Moçambique a partir de 2001 e alargou-o desde 2003, no âmbito da sua iniciativa global ligada à Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação, antes de entregar a coordenação ao Ministério da Ciência e Tecnologia de Moçambique (MCT) em 2010, com a ambição declarada de alcançar todos os 128 distritos no prazo de cinco anos.

Objetivos

O modelo pretendia combinar meios de radiodifusão com acesso prático às TIC, de forma a que comunidades sem internet ou computadores em casa pudessem, ainda assim, aceder localmente a informação, comunicação e serviços básicos de escritório.

Atividades

Cada centro associava uma estação de rádio comunitária a um telecentro de TIC de acesso partilhado, oferecendo computadores, internet, conteúdos offline e serviços básicos de escritório.

Resultados

Uma avaliação encomendada pelo próprio Serviço de Supervisão Interna da UNESCO (Assubuji e Mansingh, trabalho de campo em 2005) avaliou o programa de forma independente do pessoal do programa da UNESCO. Trabalho de campo académico distinto, revisto por pares e baseado na teoria das representações sociais, inquiriu 231 pessoas em 10 províncias moçambicanas, e um estudo académico de mapeamento identificou 34 Centros Multimédia Comunitários em funcionamento em Moçambique até 2011.

Conclusões

A avaliação independente foi explicitamente crítica em vários pontos: constatou que nunca tinha sido concebida uma estratégia de saída clara nem um horizonte estratégico de longo prazo para o programa, e o próprio pessoal da UNESCO tinha opiniões divergentes sobre se a iniciativa era um sucesso emblemático ou se tinha ofuscado outro trabalho no setor. Literatura académica posterior caracterizou o modelo como uma intervenção 'de cima para baixo, pronta a usar', concebida em nome das comunidades em vez de de forma participativa. A sustentabilidade financeira foi um desafio persistente, uma vez que se esperava que os centros se tornassem autossuficientes quase assim que fossem criados, e os dados de monitorização entre locais foram mantidos de forma inconsistente. A maior parte da documentação substantiva remonta a 2005-2013; nenhuma fonte confirma se os centros ainda estão em funcionamento na década de 2020, pelo que o seu estado atual deve ser considerado não verificado.

Implementação

Custo indicativo
High (€500k–€5M) — No specific budget figures are given in the source material; conservatively banded high given a decade-long, multi-site (34+) national infrastructure programme with radio and ICT equipment at each hub.
Tempo até resultados
Long (> 3 years) — UNESCO-led phase 2001–2010, handed to government in 2010 with a five-year target to reach 128 districts; current operational status beyond 2013 is unverified.
Equipa e competências
UNESCO programme staff (design and launch phase), Mozambique's Ministry of Science and Technology (coordination from 2010), Local radio and telecentre operators at each hub

Condições de sucesso

  • Combining broadcast radio with hands-on shared ICT access in a single physical hub

Modos de falha comuns

  • No exit strategy or long-term strategic timeframe was ever designed into the programme
  • Centres were expected to become financially self-sustaining almost immediately, which the independent evaluation judged unrealistic
  • Top-down, 'off-the-shelf' design created mismatches with observed community realities rather than being participatory
  • Monitoring data across sites was inconsistently maintained
  • UNESCO staff held conflicting internal views on whether the initiative was a flagship success

Onde se enquadra

Tipo de governação
UN agency-led, handed to a national government ministry in 2010
Escala
national (Mozambique, 34 centres by 2011)
Nível de rendimento
low-income country context

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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