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Boa prática Importada

Programa de Graduação Inclusiva para Pessoas com Deficiência (DIG) — Norte do Uganda

Uganda · Gulu · Ver o perfil de Uganda

Evidência: Ensaio controlado aleatorizado Top 66% 52/100 · Pergunte a Evidence Copilot sobre esta prática

O programa de Graduação Inclusiva para Pessoas com Deficiência (DIG) adaptou o modelo de Graduação da Pobreza Extrema da BRAC para 2.700 participantes em situação de pobreza extrema (70% mulheres) em quatro distritos do norte do Uganda. Um ensaio aleatorizado por clusters não encontrou redução significativa na doença geral, mas encontrou uma melhoria significativa e crescente nas necessidades de saúde não satisfeitas, com efeitos diferenciados por género.

370
Participantes do ensaio com deficiência (grupo de intervenção) (2020–2023)
321
Participantes do ensaio com deficiência (grupo de controlo) (2020–2023)
0.4 adjusted odds ratio, p=0.002
Redução das necessidades de saúde não satisfeitas (razão de possibilidades ajustada, 16 meses) (16-month follow-up)
2,700
Total de participantes no programa (2017–2023)

Detalhes

Maturidade
Piloto
Promotor
BRAC, with Humanity & Inclusion and the National Union of Women with Disabilities of Uganda (NUWODU)
Período
2017–2023
Palavras-chave
disability inclusion, economic empowerment, ultra-poverty graduation, gender-disaggregated evaluation

Contexto

O Norte do Uganda enfrenta desafios interligados de pobreza extrema e exclusão de pessoas com deficiência; o modelo de longa data da BRAC, o Ultra-Poor Graduation — já replicado em mais de 10 países — não tinha sido anteriormente adaptado de forma explícita para pessoas com deficiência.

Objetivos

Concebido conjuntamente em 2017 pela BRAC, pela Humanity & Inclusion (HI) e pela National Union of Women with Disabilities of Uganda (NUWODU), o programa Disability-Inclusive Graduation (DIG) propôs-se adaptar o modelo Ultra-Poor Graduation da BRAC para incluir explicitamente pessoas com deficiência, testando se apoios específicos para pessoas com deficiência poderiam melhorar os resultados de saúde e económicos desta população.

Atividades

Nos distritos do Norte do Uganda de Kiryandongo, Gulu, Nwoya e Oyam, o programa de 18 meses combinou transferências monetárias incondicionais, transferências de ativos de subsistência e formação, acesso a grupos de poupança e apoios específicos para pessoas com deficiência (terapia ocupacional, física e psicossocial; visitas domiciliárias bimensais; e sensibilização comunitária) para 2.700 pessoas em situação de pobreza extrema, das quais pelo menos 15% tinham deficiência e 70% eram mulheres.

Resultados

Um ensaio controlado e aleatorizado por clusters (370 participantes com deficiência no grupo de intervenção, contra 321 no grupo de controlo, realizado entre dezembro de 2020 e junho de 2022, com seguimento até outubro-novembro de 2023) não encontrou uma redução estatisticamente significativa na prevalência global de doença ou lesão em nenhum dos momentos de seguimento. Encontrou, contudo, uma redução estatisticamente significativa e progressivamente maior das necessidades de saúde não satisfeitas (razão de possibilidades ajustada de 0,4, p=0,002, aos 16 meses), juntamente com efeitos diferenciados por género: as mulheres do grupo de intervenção relataram menos lesões, mas mais problemas relacionados com dor do que os homens.

Conclusões

O ensaio e os seus resultados honestos e mistos foram publicados numa revista com revisão por pares, e a BRAC utilizou a experiência para produzir um guia público de "Considerações para a Implementação de Boas Práticas", destinado a ajudar outras organizações a replicar ou adaptar a abordagem inclusiva da deficiência noutros locais.

Implementação

Custo indicativo
Médio (50 mil–500 mil €)
Tempo até resultados
Médio (1–3 anos) — 18-month intervention delivered December 2020–June 2022, with follow-up surveys through October–November 2023; overall programme co-design began 2017.
Equipa e competências
Co-designed and delivered by BRAC, Humanity & Inclusion (HI) and the National Union of Women with Disabilities of Uganda (NUWODU); disability-specific components delivered by occupational, physical and psychosocial therapy staff conducting bi-monthly home visits.

Condições de sucesso

  • Combined cash and asset transfers with disability-specific therapeutic support and community sensitisation, rather than economic support alone.
  • Direct involvement of a disabled-persons' organisation (NUWODU) in co-design.

Modos de falha comuns

  • The trial found no statistically significant reduction in overall illness or injury prevalence, meaning the programme's broader health-improvement goal was not demonstrated despite the significant gain in met healthcare needs.

Onde se enquadra

Tipo de governação
NGO-led, disability-inclusive design
Escala
sub-national (4 districts, Northern Uganda)
Nível de rendimento
low-income

Habitualmente financiado por

Philanthropic / foundation funding

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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