Os portais de governo eletrónico de Marrocos servem milhões de cidadãos para serviços fiscais, de identidade e de licenças, mas ainda não existe um programa nacional dedicado de monitorização da acessibilidade para pessoas com deficiência.
Dois estudos universitários independentes, realizados com uma década de intervalo, quantificaram esta lacuna. Em 2014, Bousarhane e Daoudi (Electronic Journal of e-Government) aplicaram o método AccessiWeb a 4–7 páginas de três sítios governamentais e concluíram que nenhum atingia o nível mínimo de acessibilidade das WCAG, nos critérios A, AA ou AAA. Em 2024, uma equipa da ENSIAS (Universidade Mohammed V, Rabat) e da École de Technologie Supérieure (Montreal) realizou uma auditoria sistemática com o AChecker relativamente aos 61 critérios de sucesso das WCAG 2.0 em cinco dos portais governamentais mais visitados do país — designados Portais A a E por confidencialidade — avaliados a 3 de dezembro de 2023.
A auditoria de 2024 verificou que todos os portais continuavam a falhar entre 4 e 8 critérios de sucesso, com um total de erros registados entre 41 (Portal B) e 123 (Portal E) por página inicial. Os problemas de percetibilidade — falta de texto alternativo, contraste deficiente, texto não redimensionável — e as lacunas de operabilidade, como propósitos de ligação pouco claros e cabeçalhos em falta, foram as categorias de falha mais comuns, enquanto a robustez (análise do código) foi o princípio mais forte nos cinco portais.
Trata-se de um exercício de diagnóstico e recomendação, e não de uma correção já implementada: ambos os estudos produziram listas de correção específicas por portal, mas os autores não relatam qualquer ciclo de monitorização institucionalizado e recorrente, e a conformidade medida não melhorou visivelmente entre as fotografias de 2014 e 2024.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.