A 2 de setembro de 2026, durante as celebrações do seu décimo aniversário em Bulawayo, a organização zimbabueana liderada por pessoas com deficiência Gateway to Elation lançou o projeto de Participação Cívica Digital Acessível para Comunidades Cegas. O fundador e diretor Robert Malunda enquadrou o objetivo como uma passagem do simples acesso à tecnologia para uma participação ativa na vida cívica: 'Queremos que as pessoas cegas façam parte das conversas digitais que acontecem à sua volta.'
O projeto visa uma barreira concreta e bem conhecida: sites e plataformas cívicas e governamentais que não são construídos para funcionar com leitores de ecrã. Como disse Malunda, 'Para uma pessoa cega, um site pode existir, mas se não for compatível com um leitor de ecrã, esse site pode muito bem não existir' — e a abordagem declarada da organização é que 'a verdadeira inclusão digital significa desenhar a tecnologia desde o início a pensar em diferentes utilizadores', em vez de adaptar a acessibilidade depois do lançamento.
A Gateway to Elation, fundada em 2016, tem um histórico anterior a este projeto: em 2021 venceu o Prémio Holman de 25.000 dólares da LightHouse for the Blind and Visually Impaired (São Francisco), sendo uma das poucas organizações africanas a fazê-lo, usando os fundos para formação em informática, orientação e mobilidade, e competências sociais para cegos zimbabueanos em áreas rurais.
Sendo um projeto lançado em setembro de 2026, a iniciativa de Participação Cívica Digital Acessível ainda não tem dados de resultados publicados — não existem, até agora, contagens de participantes, auditorias de compatibilidade de plataformas ou avaliações — mas é conduzida por uma organização com uma década de funcionamento contínuo e um financiamento internacional anterior já avaliado, e não por um esforço pontual ou de primeira vez.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.