Pikin Tab — Programa de Tablets Solares de Aprendizagem da Imagine Worldwide na Serra Leoa
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Desde 2009, a ONG inABLE instalou laboratórios de informática com tecnologia de apoio em seis escolas especializadas de quatro condados do Quénia, inscrevendo mais de 7.700 alunos cegos e com baixa visão e formando 195 professores, com um estudo da Georgia Tech e um protocolo com o Ministério da Educação a validar o modelo.
A inABLE começou em 2009 com um único laboratório de informática com tecnologia de apoio e 100 alunos numa escola queniana para cegos, partindo da constatação de que os alunos cegos e com baixa visão não tinham praticamente qualquer acesso a computadores, leitores de ecrã ou a um currículo estruturado de competências digitais, apesar de isso ser uma condição prévia para estudos posteriores ou para emprego de escritório.
A organização fornece computadores de secretária, portáteis, tablets e software de acessibilidade, forma professores e disponibiliza um currículo graduado por idade, que vai da escrita, do e-mail e da navegação na web básicos até ao design web em HTML e à programação introdutória, para alunos com idades entre os 6 e os 20 anos. Formalizou um memorando de entendimento com o Ministério da Educação do Quénia em 2017, para integrar o modelo na política das escolas especializadas, e estabeleceu uma parceria plurianual com o Georgia Institute of Technology para medir o impacto.
Na altura da sua avaliação pelo Zero Project, o programa abrangia seis escolas especializadas em quatro condados quenianos, tinha inscrito mais de 7700 alunos desde 2009, formado 195 professores e admitia cerca de 1500 alunos por ano. Um inquérito do Georgia Tech constatou que os alunos da inABLE reportavam maior autoconfiança do que os seus pares em escolas sem laboratório inABLE, e os resultados documentados para antigos alunos individuais incluem pessoas que seguiram carreiras em programação informática e no ensino de tecnologia de apoio.
As principais lacunas de evidência são o facto de o próprio sítio da inABLE não publicar estatísticas desagregadas sobre resultados de emprego para os seus mais de 7700 antigos alunos, e de o estudo do Georgia Tech abordar o impacto psicossocial, e não a aquisição mensurável de competências digitais ou os rendimentos a longo prazo; ainda assim, como uma expansão de 16 anos, em parceria com o governo, de um laboratório para seis, oferece evidência sólida quanto à sustentabilidade e ao alcance.
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