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Boa prática Importada

Kathmandu Living Labs — Mapeamento de Cidades Abertas para Resiliência Sísmica

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Em 2012–13, o Governo do Nepal, o Banco Mundial/GFDRR e mais de 1500 voluntários formados construíram o primeiro mapa aberto e colaborativo do Vale de Catmandu — 126.105 edifícios, 3.716 km de estradas, 2.256 escolas — que se tornou infraestrutura crítica na resposta ao terramoto de 2015.

126105 buildings
Edifícios digitalizados (2012–2014)
3716 km
Rede viária mapeada (2012–2014)
2256 schools
Escolas com levantamento estrutural (2012–2014)
350 facilities
Unidades de saúde com levantamento estrutural (2012–2014)
1,500+ residents
Residentes formados na edição do OpenStreetMap (2012–2014)
30+ projects
Projetos realizados pela Kathmandu Living Labs (dados próprios) (cumulative)
5,000+ people
Pessoas envolvidas pela Kathmandu Living Labs (dados próprios) (cumulative)
200+ events
Eventos organizados pela Kathmandu Living Labs (dados próprios) (cumulative)
40+ organisations
Organizações parceiras (current)
~14 staff
Equipa nuclear (current)
Kathmandu Living Labs — Mapeamento de Cidades Abertas para Resiliência Sísmica

Detalhes

Maturidade
Consolidada
Promotor
Kathmandu Living Labs (spun out of Government of Nepal / World Bank-GFDRR "Open Cities Kathmandu" project)
Período
2012–ongoing
Palavras-chave
urban living lab, disaster resilience, open data, crowdsourced mapping, civic tech

Contexto

Antes de 2012, o Vale de Catmandu — situado sobre uma falha sísmica ativa — não dispunha de um mapa digital fiável dos seus edifícios, escolas ou hospitais, o que constituía uma lacuna importante para o planeamento de emergências. Em novembro de 2012, o Governo do Nepal, o GFDRR do Banco Mundial, a Humanitarian OpenStreetMap Team e a USAID lançaram o projeto Open Cities Kathmandu para colmatar esta lacuna.

Objetivos

O projeto visava construir um mapa digital aberto e colaborativo do parque edificado, da rede viária e das infraestruturas críticas (escolas e centros de saúde) de Catmandu, para apoiar o planeamento e a resposta a riscos de catástrofe.

Atividades

Voluntários estudantes, incluindo uma parceria com a George Washington University, combinaram digitalização remota com verificação porta-a-porta. Ao longo de cerca de dois anos digitalizaram as pegadas dos edifícios, mapearam a rede viária e realizaram levantamentos estruturais de escolas e unidades de saúde, ao mesmo tempo que formaram mais de 1500 residentes na edição do OpenStreetMap. A equipa formalizou-se como a organização sem fins lucrativos Kathmandu Living Labs (KLL) em 2013 e mais tarde alargou a sua atuação a formação digital para jovens, envolvimento cívico e mapeamento em resposta a pandemias e inundações.

Resultados

No final do projeto, a equipa tinha digitalizado as pegadas de 126 105 edifícios, mapeado 3716 km de rede viária e realizado levantamentos estruturais em 2256 escolas e 350 unidades de saúde. Quando um sismo de magnitude 7,8 atingiu a região a 25 de abril de 2015, a KLL e a HOT atualizaram rapidamente o mapa aberto com avaliações de danos e dados de transitabilidade das estradas, utilizados pelo Exército do Nepal, pela Cruz Vermelha do Nepal e por agências internacionais de ajuda humanitária na resposta de emergência. A KLL contribuiu posteriormente para o Programa de Reconstrução de Habitação Rural do Nepal. Segundo os seus próprios dados, a KLL já realizou mais de 30 projetos, envolveu mais de 5000 pessoas, organizou mais de 200 eventos e trabalha com mais de 40 organizações parceiras.

Conclusões

O projeto demonstra um caso de uso real claro (a resposta ao sismo de 2015) para o mapeamento aberto e colaborativo de riscos de catástrofe, mas as fontes públicas documentam sobretudo indicadores de processo e de produção, e não uma avaliação controlada do impacto na redução de vítimas ou no tempo de reconstrução. O modelo continua também dependente de financiamento de doadores como o Banco Mundial/GFDRR, a HOT e a USAID.

Implementação

Custo indicativo
Médio (50 mil–500 mil €)
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos)
Equipa e competências
Core team of around 14 staff at Kathmandu Living Labs, 1,500+ residents trained as volunteer OpenStreetMap mappers, Student volunteers, including a partnership with George Washington University

Condições de sucesso

  • Partnership across national government, a multilateral donor (World Bank/GFDRR), an international NGO (Humanitarian OpenStreetMap Team) and universities
  • Availability of open, crowdsourced mapping tools (OpenStreetMap)
  • Sustained donor funding (World Bank/GFDRR, USAID) through the founding phase

Modos de falha comuns

  • Heavy dependence on donor funding rather than a self-sustaining revenue model
  • Impact evidence limited to output/process metrics rather than a rigorous, controlled outcome evaluation

Onde se enquadra

Tipo de governação
national government + multilateral + NGO partnership
Escala
city-region (Kathmandu Valley)
Nível de rendimento
low/lower-middle income (Nepal)

Habitualmente financiado por

National / regional programmes

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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