O Paraná (Brasil) usa reconhecimento facial na frequência escolar desde 2023 (~1 milhão de alunos, 1.700+ escolas). Auditoria UNESP (2025): só 91,1% vs. limite de 95%; 80% dos professores acharam-no pior que a chamada manual. Ministério Público processou o estado em 2025 (LGPD).
~1,000,000
Alunos registados diariamente (2025)
1,700+
Escolas que utilizam o sistema (2025)
7 of 27
Estados brasileiros onde a abordagem se difundiu (2025)
91.1%
Precisão de reconhecimento medida (2025 UNESP study)
2 minutes
Tempo médio de verificação por turma
80% %
Professores que classificam a ferramenta como menos eficaz do que a chamada manual
R$15 million
Indemnização solicitada pelo Ministério Público (civil action filed April 2025)
Detalhes
Promotor
Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED-PR) / Celepar / Valid / Innovatrics
biometric attendance, facial recognition, data protection, LGPD compliance, school administration
Contexto
O estado brasileiro do Paraná (população de ~12 milhões) utiliza reconhecimento facial para registar a presença escolar desde 2023. A sua empresa estatal de tecnologia, a Celepar, contratou a empresa brasileira de identidade Valid em setembro de 2022 para construir a aplicação "LRCO Paraná" em torno de um motor de reconhecimento facial da empresa eslovaca Innovatrics; os professores fotografam as salas de aula, as imagens são comparadas na nuvem com uma base de dados biométrica construída a partir das fotos de identificação dos alunos, e as imagens são mantidas em servidores governamentais durante um ano.
Atividades
Em 2025, o sistema regista a presença de cerca de 1 milhão de alunos das escolas públicas do Paraná diariamente em mais de 1.700 escolas, e a abordagem já se estendeu a sete dos 27 estados brasileiros, com um piloto também testado em Portugal. Como os registos de presença alimentam as verificações de elegibilidade do programa de transferência de rendimentos Bolsa Família (que exige uma frequência mínima de 75% para crianças acima de seis anos), o governo estadual afirma que o sistema inclui "salvaguardas" contra a perda indevida de benefícios, embora esta afirmação não tenha sido verificada de forma independente.
Resultados
Um estudo independente de 2025 realizado por investigadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) constatou que o sistema atingiu apenas 91,1% de precisão de reconhecimento — abaixo do limiar de 95% especificado no contrato da Celepar com a Valid — e que a verificação demorava em média dois minutos por turma, em vez dos 30 segundos prometidos. Um inquérito da força de trabalho afetada, realizado pelo sindicato de professores APP-Sindicato (que representa mais de 65.000 educadores), constatou que oito em cada dez professores classificaram a chamada por reconhecimento facial como menos eficaz do que o método manual que substituiu.
Conclusões
Em abril de 2025, o Ministério Público do Paraná apresentou uma ação civil contra o governo estadual, a Celepar e a Valid, alegando violações da LGPD — incluindo um formulário de inscrição que não permitia aos pais optar por excluir os filhos da captura biométrica — solicitando R$15 milhões em danos morais coletivos e a suspensão do tratamento de dados. Um juiz negou um pedido de suspensão de emergência em maio de 2025, citando falta de provas de dano iminente; o Ministério Público recorreu formalmente em setembro de 2025, e a ANPD e o Ministério da Educação foram convocados a manifestar-se, com decisão esperada no primeiro semestre de 2026 — o caso permanece sem resolução.
Implementação
Custo indicativo
Elevado (500 mil €–5 M€)
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos)
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implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.
Fontes de dados
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
Karnataka (Índia) implementa o 'Nirantara', app de reconhecimento facial ligada ao Aadhaar, em 52.686 escolas públicas/subsidiadas (5,2M+ alunos) após piloto …