Orangi Pilot Project — Saneamento Autofinanciado numa Ocupação Informal de Karachi
Paquistão
Desde 1980, os moradores do assentamento de Orangi, em Karachi, autofinanciam e constroem os seus próprios esgotos subterrâneos com apoio …
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Um programa financiado pelo Banco Mundial com 65 milhões de dólares reabilitou e ampliou a rede de esgotos de Lusaca, ligando mais de 345 mil residentes a serviços de saneamento — superando a meta de 305 mil — e reduzindo o tempo de resposta a avarias de esgoto de 28% para 100% resolvidas em 48 horas.
Entre 2015 e 2024, a empresa zambiana Lusaka Water and Sanitation Company (LWSC) utilizou um crédito IDA do Banco Mundial de 65 milhões de USD — mais 3,5 milhões de USD em fundos de contrapartida do Governo da Zâmbia e 390.000 USD em assistência técnica da Global Water Security & Sanitation Partnership — para reabilitar e ampliar as infraestruturas de esgotos nas bacias prioritárias de Lusaca, incluindo as bacias de Manchinchi e Ngwerere, que servem os assentamentos periurbanos densos da cidade.
O projeto acrescentou mais de 2.200 novas ligações domiciliárias de esgoto, reabilitou ou construiu 117 km de redes de esgotos, construiu 3.500 instalações de saneamento in situ melhoradas e edificou a Estação de Tratamento de Lamas Fecais de Manchinchi, que deu a 264.000 pessoas acesso a uma gestão melhorada de lamas fecais.
O projeto superou as suas próprias metas: mais de 345.000 residentes (face a uma meta de 305.000) obtiveram acesso a saneamento melhorado, metade dos quais mulheres. A capacidade de resposta da empresa gestora também melhorou acentuadamente: a percentagem de reclamações de obstrução de esgotos resolvidas em 48 horas subiu de 28% para 100%.
O projeto insere-se no mais amplo, e ainda em expansão, Programa de Saneamento de Lusaca da Zâmbia (um esforço estimado em 300 milhões de USD, cofinanciado pelo Banco Mundial, pelo Banco Africano de Desenvolvimento, pela UE e pelo KfW). Ainda assim, o Projeto de Saneamento de Lusaca abrangeu apenas cerca de um sexto dos cerca de 2,2 milhões de residentes do Distrito de Lusaca, e o seu próprio plano de ação de reassentamento reconhece a ocupação de terrenos periurbanos — hortas e muros de vedação — utilizados informalmente pelos residentes ao longo do corredor de obras. Grandes assentamentos informais noutras partes da cidade permanecem largamente fora da rede requalificada, sublinhando que se trata de uma resposta bem executada mas parcial ao défice de saneamento de Lusaca, e não de uma solução à escala da cidade.
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