KISIP — Projeto de Melhoria dos Assentamentos Informais do Quénia
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Desde o início da década de 1990, os grupos de poupança de moradores de barracas da Namíbia garantiram a posse da terra para 3.200 agregados familiares e autoconstruíram 1.350 casas a cerca de um terço do custo convencional. A Namíbia visa agora a requalificação nacional de assentamentos informais até 2027, embora a terra continue escassa.
A Federação dos Habitantes de Barracas da Namíbia (SDFN) e o seu parceiro técnico, o Namibia Housing Action Group (NHAG), organizam os residentes de assentamentos informais em grupos de poupança comunitária diária. Os membros juntam pequenas contribuições, negoceiam diretamente com as autoridades municipais o acesso a terrenos servidos e planeiam em conjunto o traçado dos assentamentos — conhecidos localmente como lotes 'blockerf' — antes de construir.
Os membros podem contrair empréstimos junto do Twahangana Fund da SDFN, um fundo rotativo gerido pela comunidade, para comprar materiais de construção e construir as suas casas com o próprio trabalho, reduzindo os custos para cerca de um terço do valor de uma casa construída por empreiteiro. Os grupos de poupança são geridos maioritariamente por mulheres e reservam apoio para membros idosos e em fase terminal de doença. A federação cresceu para cerca de 23.000 membros distribuídos por cerca de 700 grupos de poupança em todo o país, e até à data 3.200 agregados familiares garantiram a posse da terra através deste processo, tendo sido construídas 1.350 casas.
Em 2026, a facilitadora nacional da SDFN, Edith Mbanga, instou o governo namibiano a priorizar a requalificação no local em vez da realocação, salientando que 217.000 agregados familiares — 28,7% dos 756.339 agregados familiares do país — viviam em assentamentos informais, segundo o censo de 2023, face a um défice habitacional nacional de cerca de 300.000 unidades. O governo namibiano estabeleceu entretanto uma meta para 2027 de requalificação de assentamentos informais, em articulação com a SDFN/NHAG e o Community Land Information Programme, criado após 2018, embora a própria SDFN alerte que a escassez de terra é a principal limitação ao crescimento futuro.
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