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Formação Anual Obrigatória de Prevenção do Assédio Sexual no Trabalho — Coreia do Sul

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A Coreia do Sul exige formação anual de prevenção do assédio no trabalho desde 1999. Um inquérito de 2024 (n=19.023) mostrou queda de 8,1% para 4,3% desde 2018, mas aumento no setor público apesar de 98% de cobertura, e a maioria das vítimas ainda não denuncia.

Formação Anual Obrigatória de Prevenção do Assédio Sexual no Trabalho — Coreia do Sul

Detalhes

Promotor
Ministry of Employment and Labor / Ministry of Gender Equality and Family (South Korea)
Período
1999–present
Palavras-chave
labour law, workplace safety, gender equality, public administration

Descrição

A Coreia do Sul exige que os empregadores realizem formação anual de prevenção do assédio sexual no trabalho desde 1999, ao abrigo do artigo 13.º da Lei sobre a Igualdade no Emprego e o Apoio à Conciliação Trabalho-Família, aplicada pelo Ministério do Emprego e do Trabalho, com uma coima administrativa até 5.000.000 KRW em caso de incumprimento. A formação deve abranger a legislação aplicável, os procedimentos de tratamento de queixas, o aconselhamento em matéria de reclamações e as medidas de prevenção; uma alteração de 2018, no contexto do movimento #MeToo, acrescentou responsabilidade penal até três anos de prisão em caso de retaliação contra quem apresenta queixa.
O inquérito nacional de 2024 do Ministério da Igualdade de Género e da Família (19.023 inquiridos em 2.685 organizações) mostra que a taxa declarada de assédio no trabalho caiu de 8,1% (2018) para 4,8% (2021) e 4,3% (2024), com uma cobertura de formação a atingir cerca de 98,1% dos locais de trabalho. Mas o mesmo inquérito revela uma divergência setorial acentuada: a taxa do setor privado caiu de 4,3% para 2,9% entre 2021 e 2024, enquanto a do setor público subiu de 7,4% para 11,1% — apesar de uma cobertura de formação comparável. O assédio online também aumentou, de 4,7% para 7,8%. A maioria das vítimas (75,2%) afirmou não ter tomado qualquer medida, mais frequentemente por considerar que "não valia a pena". Um estudo no setor de enfermagem revelou que apenas 77% das enfermeiras formadas conseguiam identificar corretamente o que constitui assédio sexual, e comentários sobre algumas universidades (por exemplo, a Universidade Nacional de Seul) descrevem sessões obrigatórias tratadas como uma mera formalidade em vez de aplicadas de forma substantiva. A vitimização secundária após a denúncia caiu de 20,7% (2021) para 12,3% (2024).

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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