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Anexo 13 do México — Duas Décadas de Orçamento Federal Reservado para a Igualdade das Mulheres

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Criado em 2008 como o primeiro mecanismo do género na América Latina, o Anexo 13 do orçamento federal mexicano reserva verbas para a igualdade das mulheres em dezenas de organismos; o total reservado cresceu de 233,7 mil milhões de pesos (2022, 3% do orçamento federal) para 479,2 mil milhões de pesos em 2025, embora analistas independentes alertem que grande parte financia programas pouco transformadores.

Anexo 13 do México — Duas Décadas de Orçamento Federal Reservado para a Igualdade das Mulheres

Detalhes

Promotor
Instituto Nacional de las Mujeres (INMUJERES) / Cámara de Diputados (CEFP)
Período
2008–present
Palavras-chave
public finance, gender budgeting, government

Descrição

Desde 2008, o Orçamento de Despesas Federal do México inclui um anexo dedicado — atualmente designado Anexo 13, 'Erogaciones para la Igualdad entre Mujeres y Hombres' — que reserva, em dezenas de organismos federais, verbas explicitamente destinadas a promover a igualdade de género. Segundo a Fundar, uma organização mexicana de transparência orçamental, foi o primeiro mecanismo orçamental deste tipo na América Latina. O Instituto Nacional das Mulheres (INMUJERES) e o Centro de Estudos das Finanças Públicas do Congresso (CEFP) acompanham e publicam conjuntamente as dotações do anexo em cada ciclo orçamental.
O total reservado cresceu substancialmente: segundo o CEFP, atingiu 233.732 milhões de pesos em 2022 (3% do orçamento federal), 419.434,1 milhões de pesos em 2024 e 479.248,4 milhões de pesos no orçamento de 2025, distribuídos por 35 organismos governamentais, incluindo o recém-criado Ramo 54 'Mulheres'.
O escrutínio independente complica, contudo, este crescimento aparente. O think tank mexicano IMCO defende que uma parte considerável dos recursos do Anexo 13 financia programas com impacto de género pouco transformador — despesa nominalmente reservada mas nem sempre transversal ou sujeita a acompanhamento de resultados —, e os próprios relatórios do INMUJERES reconhecem que a perspetiva de género é aplicada 'de forma parcial, sem uma abordagem transversal ao longo de todo o ciclo [orçamental]', o que limita a sua eficácia. O mecanismo deve ser entendido como um instrumento de reserva orçamental maduro e bem documentado, cuja dimensão é verificável, mas cujo impacto a jusante nos resultados de igualdade de género só está parcialmente comprovado.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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