O MIDA (Migração para o Desenvolvimento em África) é o mecanismo de longa data da Organização Internacional para as Migrações (OIM) para transformar a diáspora somali, com cerca de dois milhões de pessoas, numa fonte de capacidade institucional e não apenas de remessas — que, por si só, ultrapassam 2 mil milhões de dólares por ano e representam cerca de um terço do PIB da Somália. Desde o lançamento do programa na Somália, por volta de 2008, membros qualificados da diáspora têm sido colocados em missões técnicas de curto e médio prazo em ministérios, universidades e hospitais, emparelhados explicitamente com homólogos locais para mentoria e transferência de competências, em vez de simplesmente preencherem lugares vagos.
A OIM reporta mais de 800 profissionais da diáspora, profissionais locais e estagiários mobilizados no âmbito do MIDA na Somália desde o início do programa, enquanto um perfil da UN News, citando funcionários da OIM, reporta separadamente "mais de 400" regressos da diáspora provenientes de 17 países ao longo de 20 anos — os dois números refletem provavelmente bases de contagem diferentes (todos os subprojectos e estagiários do MIDA versus uma contagem mais restrita de repatriados) e não foi possível reconciliá-los totalmente a partir de fontes públicas. A vertente atual financiada por um doador específico, a fase III do MIDA FINNSOM, foi lançada em Mogadíscio em maio de 2023 e decorre até 2025: apoiou mais de 200 especialistas da diáspora e envolveu 126 profissionais e estagiários locais, estruturada em torno de um objetivo de 40 especialistas da diáspora somali residentes na Finlândia, cada um orientando pelo menos dois profissionais locais (40 profissionais mais 40 recém-licenciados).
A OIM cita vários altos funcionários somalis, incluindo um antigo primeiro-ministro de transição e o atual presidente do Puntland, como antigos participantes do MIDA, como prova de que o modelo constrói capacidade duradoura e não apenas colocações pontuais. Ainda assim, as colocações têm normalmente a duração de semanas a meses, e não de realojamento permanente, pelo que este é melhor entendido como um modelo circular de transferência de conhecimento do que um programa de fixação e retenção, e opera num país que ainda enfrenta uma crise ativa de segurança e governação.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.