Tulsa Remote — Programa de Relocação para Trabalhadores Remotos
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O registo gratuito para nómadas digitais da Geórgia atraiu mais de 2.700 trabalhadores remotos nos primeiros cinco meses de 2020, mas o crescimento estagnou e o programa acabou substituído por uma política padrão de estadia de um ano sem visto.
Em agosto de 2020, com a pandemia de COVID-19 a esvaziar a economia georgiana, dependente do turismo, a Administração Nacional de Turismo da Geórgia lançou o "Remotely from Georgia": um registo online e gratuito que permitia a trabalhadores remotos de cerca de 95 países com acesso sem visto entrar e trabalhar legalmente na Geórgia por até 360 dias, desde que comprovassem 2.000 dólares de rendimento mensal ou 24.000 dólares em poupanças.
Ao contrário do Welcome Stamp de Barbados, pago, o programa georgiano não cobrava taxa de candidatura: os candidatos apenas se registavam online, aceitavam uma quarentena obrigatória de 12 dias e apresentavam comprovativo de seguro de saúde e de fundos suficientes. O desenho de baixo custo e baixa burocracia assentava explicitamente no custo de vida já reduzido da Geórgia (as rendas e o custo de vida em Tbilisi eram, na altura, cerca de 70–88% inferiores aos de Nova Iorque, segundo dados citados da Numbeo/WSJ), posicionando o país como uma base de baixa fricção para profissionais independentes de localização durante a pandemia.
Segundo estatísticas divulgadas pela Administração Nacional de Turismo da Geórgia e citadas pela Eurasianet, o programa atraiu mais de 2.700 participantes registados nos primeiros cinco meses (agosto–dezembro de 2020). O Georgian Journal noticiou que os dados da GNTA ainda situavam os participantes registados em "mais de 2.700" em março de 2023, sugerindo que o crescimento estagnou largamente após o pico inicial da pandemia, sem se acumular nos dois anos seguintes.
O programa foi entretanto substituído: à medida que a estadia padrão sem visto na Geórgia foi alargada a um ano completo para muitas nacionalidades, o "Remotely from Georgia" perdeu a sua vantagem distintiva, e vários meios de comunicação descrevem-no como progressivamente extinto e largamente obsoleto em meados da década de 2020. Não foram encontrados dados públicos sobre impacto económico a jusante (despesa, receita fiscal, criação de emprego); a única métrica verificável é o número de participantes registados. Trata-se de um caso genuinamente cautelar: uma intervenção rápida e de baixo custo da era pandémica que alcançou adesão inicial, mas não foi mantida como instrumento de política distinto assim que a justificação de emergência desapareceu.
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