O Rio Shire drena o Lago Malawi e fornece cerca de 90% da energia hidroelétrica do Malawi, além de água para mais de 350.000 pessoas a jusante, mas a desflorestação a montante e as más práticas agrícolas causavam erosão grave — estima-se a perda de três camiões de solo por hectare, por ano, nas bacias mais afetadas, assoreando barragens e sistemas de irrigação.
Financiado pelo Banco Mundial e implementado pelo Ministério da Agricultura, Irrigação e Desenvolvimento Hídrico do Malawi, com apoio técnico da consultora Mott MacDonald, a Fase I do Programa de Gestão da Bacia do Rio Shire (2012-2019) geriu um Fundo Comunitário de Conservação Ambiental (CECF) entre 2016 e 2018. Foram criados 185 CECF, que pagaram às comunidades um subsídio fixo de 1.500 USD para realizar atividades previstas nos seus próprios planos de uso do solo: reabilitação de ravinas, proteção de margens ribeirinhas, restauro de florestas comunitárias e melhoria de técnicas agrícolas, com os reembolsos a alimentar novamente o fundo.
De forma independente, a Mott MacDonald confirma que o programa realizou mais de 25.000 hectares de conservação do solo e da água, além de quase 10.000 hectares de restauro florestal e mais de 4.000 quilómetros de reabilitação de linhas de água e margens — números consistentes com o total do Banco Mundial de mais de 35.000 hectares de bacia hidrográfica degradada reabilitados, beneficiando cerca de 350.000 pessoas.
Uma avaliação independente concluiu que os indícios iniciais eram positivos, com o CECF a motivar com sucesso as comunidades a agir de acordo com os seus planos de uso do solo, mas também referiu com honestidade que o projeto entretanto terminou e o apoio técnico cessou, recomendando uma avaliação de seguimento para verificar se as áreas reabilitadas e os fundos comunitários se mantiveram sem esse apoio.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.