Em março de 2026, o Gabinete do Comptroller do Estado e Provedor de Justiça de Israel publicou o relatório final consolidado da Auditoria Paralela da EUROSAI sobre Inteligência Artificial, um exercício coordenado em que 12 Instituições Superiores de Controlo (ISC) — Albânia, Estónia, França, Israel, Itália, Letónia, Lituânia, Macedónia do Norte, Polónia, Roménia, Eslováquia e Suíça — analisaram a preparação dos seus governos nacionais para a IA. A ISC de Israel liderou todo o processo, refletindo o papel de Matanyahu Englman como Presidente da EUROSAI desde maio de 2024.
A auditoria decorreu entre maio de 2024 e dezembro de 2025, utilizando um quadro analítico comum de 9 temas e mais de 92 perguntas estruturadas, permitindo que cada ISC aplicasse a mesma metodologia ao seu próprio governo, produzindo resultados genuinamente comparáveis entre países — uma auditoria "paralela" e não uma missão conjunta única.
As conclusões consolidadas descrevem um padrão comum aos 12 países: a apropriação institucional das iniciativas de IA está, em geral, à frente da orientação operacional, e os compromissos éticos permanecem muitas vezes ao nível dos princípios, sem mecanismos de garantia consistentes e testáveis. Quanto à infraestrutura, os governos participantes estão a investir em capacidade computacional para IA, mas todos os países analisados dependem de fornecedores de nuvem de terceiros, mesmo onde existem ambientes de nuvem nacionais, tornando a entrega híbrida a norma prática, e não o controlo soberano total.
Como limitação honesta: este é o primeiro ciclo da auditoria, pelo que ainda não há evidência de que o relatório tenha alterado a política de IA de qualquer um dos 12 governos, e o detalhe metodológico completo e a pontuação país a país não foram verificados de forma independente fora da rede EUROSAI para este texto.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.