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Floresta da Tijuca e Refloresta Rio — Reflorestamento Urbano Contínuo para Proteger o Abastecimento de Água do Rio de Janeiro Desde 1861

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Após o desmatamento cafeeiro secar as nascentes do Rio, uma ordenação de 1861 determinou o replantio do maciço da Tijuca. O programa Refloresta Rio continua esse trabalho: mais de 3.400 hectares restaurados e 10 milhões de mudas nativas plantadas desde 1986.

Floresta da Tijuca e Refloresta Rio — Reflorestamento Urbano Contínuo para Proteger o Abastecimento de Água do Rio de Janeiro Desde 1861

Detalhes

Promotor
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro (SMAC) / ICMBio
Período
1861-present
Palavras-chave
urban forestry, watershed protection, reforestation, national parks

Descrição

No início do século XIX, o desmatamento das plantações de café no maciço da Tijuca, acima do Rio de Janeiro, degradou as encostas e secou as nascentes que abasteciam a cidade. Em 11 de dezembro de 1861, uma ordenação imperial determinou o replantio sistemático das florestas da Tijuca e das Paineiras. Sob os administradores Manoel Gomes Archer (1862-1874, 1890-91) e, depois, Gastão d'Escragnolle (1874-1888) e Auguste Glaziou (1889), mais de 100 mil árvores nativas foram plantadas numa densidade de cerca de 330 árvores por hectare, com 5,5 metros de espaçamento.

Esse plantio foi realizado substancialmente por trabalhadores escravizados e libertos. Uma lei estadual do Rio de Janeiro de 2024 reconheceu formalmente 11 deles pelo nome como heróis e heroínas do estado -- Eleutério, Constantino, Manoel, Mateus, Leopoldo, Maria, Sabino, Macário, Clemente, Antônio e Francisco -- e o Ministério Público Federal já solicitou ao ICMBio, gestor do parque, medidas de reparação histórica, incluindo um memorial. Nenhuma fonte encontrada quantifica o total real de trabalhadores ao longo de todo o projeto plurianual.

O trabalho continua hoje como Refloresta Rio (programa Mutirão Reflorestamento), conduzido pela secretaria municipal de meio ambiente desde novembro de 1986. Em seu 35º aniversário, o programa havia plantado mais de 10 milhões de mudas de 273 espécies nativas (63 ameaçadas) em mais de 3.400 hectares, em 92 bairros do Rio, empregando cerca de 300 trabalhadores comunitários remunerados, vindos das próprias áreas reflorestadas. O programa foi citado pelo Megacities Project da ONU e pela mostra brasileira de desenvolvimento sustentável da Agenda 21.

O financiamento do programa é municipal e mostrou-se instável: sua equipe foi reduzida de cerca de 470 para 260 trabalhadores durante um contingenciamento orçamentário em 2021, recuperando-se apenas parcialmente depois. Não foi encontrado nenhum estudo hidrológico moderno que quantifique o benefício da floresta na retenção de água ou no controle da erosão, e a afirmação frequentemente citada de um efeito de resfriamento urbano de 9°C remonta a um blog de turismo sem fontes, não a um estudo científico, por isso não é utilizada aqui.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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