O Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá Cria Ferramentas Abertas de IA de Voz para 27 Línguas Indígenas
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O Togo AI Lab, do Ministério da Eficiência do Serviço Público do Togo, usa crowdsourcing para criar dados abertos de fala, tradução e texto-para-fala em 50 línguas, via quatro concursos na Zindi, visando serviços públicos digitais acessíveis além do francês.
O Ministério da Eficiência do Serviço Público e da Transformação Digital do Togo, liderado pela Ministra Cina Lawson, criou o Togo AI Lab para colmatar uma lacuna estrutural: a maioria dos cidadãos togoleses não tem o francês — a língua usada nos serviços digitais do governo — como primeira língua, e quase não existem ferramentas de IA para as cerca de 50 línguas nacionais do Togo.
O Togo AI Lab está a realizar quatro concursos abertos na plataforma de ciência de dados Zindi, em parceria com a startup togolesa Umbaji e o Center for Effective Global Action (CEGA) da Universidade da Califórnia, Berkeley, para desenvolver modelos de reconhecimento automático de fala, conversão texto-para-fala e tradução automática. Cada uma das 50 línguas-alvo — incluindo ewe, mina, kabiyè, tem, moba e bassar — precisa de pelo menos 50 horas de gravações de voz validadas e 6.000 pares de frases traduzidas; os quatro concursos partilham um prémio total de 40.000 dólares. O financiamento e apoio técnico vêm da Google.org, da Patrick J. McGovern Foundation, do Fund for Innovation in Development e da agência alemã GIZ.
A iniciativa foi apresentada na Cimeira Global AI for Good, em Genebra, em julho de 2026. Até essa apresentação, nenhum modelo tinha sido integrado num serviço governamental real e não tinham sido publicados resultados de utilização ou precisão — o projeto está ainda na fase de recolha de dados e concursos, e o seu objetivo declarado de melhorar o acesso aos serviços públicos digitais depende de os modelos abertos resultantes serem integrados em plataformas reais, o que ainda não aconteceu.
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