Em 2005, a ONG malauiana Total LandCare (TLC) começou a trabalhar com o CIMMYT (Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo) para introduzir a agricultura de conservação — lavoura mínima, cobertura permanente do solo com resíduos culturais e rotação ou consórcio com leguminosas — junto de pequenos produtores de milho no distrito de Nkhotakota. O projeto-piloto começou com apenas seis agricultores em cada uma das Áreas de Planeamento de Extensão de Mwansambo e Zidyana.
O acompanhamento científico prolongado documentou tanto os benefícios como a dificuldade de manter a adoção. Um estudo de sistemas de agricultura de conservação no centro do Maláui encontrou melhorias mensuráveis na estrutura e nas propriedades hidráulicas do solo, em comparação com a lavoura convencional em camalhões, e ensaios monitorizados pelo CIMMYT concluíram que a cobertura morta proveniente de resíduos retidos reduzia a evapotranspiração e conservava a humidade do solo, ajudando a amortecer as quebras de produtividade em anos de seca e calor. Contudo, um inquérito de adoção realizado em 2014 encontrou apenas 10% dos 300 agricultores inquiridos a aplicar os três princípios centrais da agricultura de conservação, e um estudo de 2024 num local-sentinela (Renewable Agriculture and Food Systems, Cambridge University Press) concluiu que cerca de 40% dos agricultores inicialmente inscritos acabaram por abandonar algumas ou todas as práticas.
Apesar dessa desistência, a TLC relata que em áreas como Mwansambo mais de 57% dos agricultores praticam agora agricultura de conservação, após quase duas décadas de apoio contínuo de extensão, e a parceria expandiu-se entretanto a outros distritos, incluindo Nsanje e Salima. O programa ilustra tanto um benefício real e comprovado para o solo e a humidade como a dificuldade prática de consolidar uma adoção plena e sustentada em larga escala — um alerta contra presumir que a adesão inicial se manterá.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.