Orçamentação Sensível ao Género — Uma Década de Institucionalização na Macedónia do Norte
Macedónia do Norte
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A Lei Orgânica do Orçamento de 2019 da Tunísia exige que os ministérios construam orçamentos por objetivos com indicadores de equidade de género. Os ministérios já produzem fichas orçamentais sensíveis ao género, mas uma avaliação independente constatou que menos de 1% da despesa pública beneficia diretamente as mulheres.
A Loi Organique du Budget n.º 2019-15, de 13 de fevereiro de 2019, da Tunísia integra a orçamentação sensível ao género (ORG) no quadro nacional de orçamentação por objetivos (Gestion du Budget par Objectifs). O artigo 18.º exige que os responsáveis de programa construam orçamentos por objetivos e desempenho usando indicadores que garantam equidade e igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, sujeitos a avaliação nesses termos.
A implementação passa por uma unidade central do Gabinete de Orçamentação de Género (GBO) no Ministério das Finanças, apoiada pela ONU Mulheres e pela GIZ, trabalhando com 12 ministérios — incluindo Mulher/Família/Crianças/Idosos, Justiça, Assuntos Sociais, Ensino Superior, Saúde, Interior, Turismo, Defesa, Comércio, Equipamento e Tecnologias de Comunicação — utilizando fichas padronizadas "Budget Sensible au Genre" (BSG). Um programa de capacitação formou funcionários destes ministérios (22 mulheres e 12 homens) em ferramentas de ORG, e as fichas orçamentais sensíveis ao género foram produzidas em vários ministérios para os ciclos orçamentais de 2020 e 2021.
Apesar desta construção institucional, uma análise orçamental de género independente (citada num relatório de análise de género da UNICEF Tunísia e noticiada pela imprensa tunisina em 2026) constatou que menos de 1% da despesa pública tunisina beneficia diretamente as mulheres, com mais 1,3% a beneficiá-las indiretamente através de programas ligados à família/infância — o que significa que bem mais de 95% do orçamento foi elaborado sem que a análise de género diferenciada se traduzisse em realocação de recursos.
Ressalva, dita com honestidade: este é um caso em que o aparelho processual e institucional da orçamentação de género — mandato legal, unidade dedicada, pessoal formado, fichas orçamentais padronizadas em uma dezena de ministérios — é real e bem documentado, mas o resultado orçamental medido mostra que a reforma ainda não realocou materialmente recursos públicos para a equidade de género. Ilustra o padrão regional comum de reformas de ORG que alcançam institucionalização administrativa bem antes de um impacto fiscal substantivo, sendo incluída aqui como um caso cautelar e não de sucesso.
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