Em sua sessão ordinária 3088-2025, em 4 de setembro de 2025, a Universidad Estatal a Distancia (UNED) da Costa Rica aprovou uma Política Institucional de Inteligência Artificial, tornando-se a primeira universidade pública do país a regular formalmente o uso de IA no ensino, na pesquisa e na administração. A política criou a Red Institucional de Inteligencia Artificial (RedIIA), um órgão permanente encarregado de coordenar formação, pesquisa, governança tecnológica e acompanhamento institucional à medida que o uso de IA se expande pela universidade.
A política foi embasada por pesquisa empírica do próprio Centro de Investigaciones en Educación (CINED) da UNED. Liderado pela pesquisadora Jensy Campos Céspedes, o estudo 'Uso de la inteligencia artificial en los procesos educativos que aplica el personal docente de la UNED: fundamentos axiológicos, creencias y buenas prácticas' entrevistou 483 membros do corpo docente, publicado em 16 de maio de 2026. O estudo constatou que a IA já está incorporada à pesquisa, análise de dados, elaboração de materiais didáticos, avaliação e trabalho administrativo, com os docentes citando personalização da aprendizagem, economia de tempo e diversificação de recursos como principais benefícios.
O mesmo estudo revelou preocupações explícitas: viés algorítmico, dependência tecnológica crescente, riscos à privacidade de dados e a ética da tomada de decisão automatizada foram citados como as principais preocupações do corpo docente, embora a cobertura publicada não detalhe esses percentuais. Desde então, a UNED publicou orientações gerais para o uso responsável da IA ao lado da política, posicionando a RedIIA como o mecanismo contínuo para manter a prática alinhada aos princípios éticos declarados, em vez de tratar a política como um documento pontual.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.