Vários estados dos EUA proibiram o sigilo salarial para que se possa discutir salários. Um estudo de eventos na Econometrica conclui que as leis reduziram os salários ~2% em média, menos onde o poder negocial individual é baixo. Caso de cautela.
Detalhes
Promotor
US state legislatures (event-study by Cullen & Pakzad-Hurson)
Período
2000s-2020s (state laws); study published 2023
Palavras-chave
pay transparency, wage bargaining, labour law, pay secrecy
Descrição
Vários estados dos EUA aprovaram leis que protegem o direito dos trabalhadores do setor privado a discutir o seu salário com colegas, proibindo políticas patronais de sigilo salarial. O objetivo é revelar e reduzir diferenças salariais inexplicadas, incluindo entre géneros. Zoë Cullen e Bobak Pakzad-Hurson (Econometrica, vol. 91(3), maio de 2023; NBER Working Paper 28903) exploram a adoção escalonada destas leis num estudo de eventos e combinam-no com um modelo de negociação. Concluem que as leis levam a uma descida dos salários de aproximadamente 2%. A explicação: a transparência enfraquece o poder negocial individual, pois os empregadores recusam salários elevados a um trabalhador para evitar renegociações dispendiosas com os outros. A descida é menor onde os trabalhadores têm pouco poder negocial individual, por exemplo com negociação coletiva ou salários publicados. O artigo reporta efeitos médios nos salários; esta ficha não afirma um efeito medido sobre a disparidade salarial de género. Lição para transferência: direitos de divulgação isolados podem alterar o equilíbrio da fixação salarial de forma não pretendida; desenhos que combinem transparência com intervalos publicados ou quadros coletivos podem evitar a compressão salarial. Apresentado como caso de cautela com base em evidência, não como prova de que as leis falham em termos de equidade.
Implementação
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