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Boa prática Importada

Programa de Cidadania Económica de Vanuatu — Receita no Pico, Suspensão de Vistos pela UE e Reforma em 2025

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O Programa de Cidadania Económica de Vanuatu chegou a fornecer 14% do PIB em receita governamental (2020), mas falhas na verificação levaram a UE a suspender (2023) e depois revogar (2024) a isenção de visto, forçando uma reforma do programa em 2025.

Detalhes

Promotor
Government of Vanuatu — Citizenship Office
Período
2015–2026
Palavras-chave
investment migration, citizenship by investment, public finance, migration governance

Descrição

Vanuatu introduziu o seu Programa de Cidadania Económica (também designado Programa de Cidadania por Investimento, CIIP) entre 2015 e 2017, concedendo cidadania a investidores estrangeiros que contribuíssem para um fundo nacional de desenvolvimento, seguindo o modelo de esquemas caribenhos como o de São Cristóvão e Nevis.

O programa tornou-se rapidamente uma importante rubrica orçamental para o arquipélago do Pacífico. Relatórios do Artigo IV do FMI mostram que a receita do Programa de Cidadania Económica atingiu um pico de cerca de 14% do PIB em 2020, ajudando a financiar as operações governamentais e a resposta a catástrofes, incluindo, mais tarde, a reconstrução após o terramoto de Port Vila.

Contudo, avaliadores do FMI e europeus identificaram fragilidades na governação, incluindo taxas baixas de rejeição de candidaturas e uma verificação inadequada que tinha concedido cidadania a indivíduos que representavam riscos de segurança. A União Europeia suspendeu a isenção de visto para os titulares de passaporte de Vanuatu a partir de fevereiro de 2023 e, perante preocupações persistentes, o Conselho da UE revogou definitivamente a isenção através do Regulamento (UE) 2025/11, adotado em 12 de dezembro de 2024; a Suíça tomou medidas paralelas.

O próprio Vanuatu suspendeu a sua principal via de cidadania por investimento em março de 2025, durante cerca de 100 dias, reabrindo-a em maio de 2025 com verificação reforçada — recolha biométrica obrigatória, exigência de um cartão de identificação nacional, normas de verificação alinhadas com a ICAO e passaportes eletrónicos. Em 2024, a receita do programa tinha caído para cerca de 7% do PIB, quase metade do pico de 2020. O caso constitui um contraponto de alerta aos outros programas de migração por investimento da região: um forte benefício fiscal a curto prazo, mas com riscos reais de governação e diplomáticos quando a supervisão fica aquém do crescimento.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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