Vanuatu introduziu o seu Programa de Cidadania Económica (também designado Programa de Cidadania por Investimento, CIIP) entre 2015 e 2017, concedendo cidadania a investidores estrangeiros que contribuíssem para um fundo nacional de desenvolvimento, seguindo o modelo de esquemas caribenhos como o de São Cristóvão e Nevis.
O programa tornou-se rapidamente uma importante rubrica orçamental para o arquipélago do Pacífico. Relatórios do Artigo IV do FMI mostram que a receita do Programa de Cidadania Económica atingiu um pico de cerca de 14% do PIB em 2020, ajudando a financiar as operações governamentais e a resposta a catástrofes, incluindo, mais tarde, a reconstrução após o terramoto de Port Vila.
Contudo, avaliadores do FMI e europeus identificaram fragilidades na governação, incluindo taxas baixas de rejeição de candidaturas e uma verificação inadequada que tinha concedido cidadania a indivíduos que representavam riscos de segurança. A União Europeia suspendeu a isenção de visto para os titulares de passaporte de Vanuatu a partir de fevereiro de 2023 e, perante preocupações persistentes, o Conselho da UE revogou definitivamente a isenção através do Regulamento (UE) 2025/11, adotado em 12 de dezembro de 2024; a Suíça tomou medidas paralelas.
O próprio Vanuatu suspendeu a sua principal via de cidadania por investimento em março de 2025, durante cerca de 100 dias, reabrindo-a em maio de 2025 com verificação reforçada — recolha biométrica obrigatória, exigência de um cartão de identificação nacional, normas de verificação alinhadas com a ICAO e passaportes eletrónicos. Em 2024, a receita do programa tinha caído para cerca de 7% do PIB, quase metade do pico de 2020. O caso constitui um contraponto de alerta aos outros programas de migração por investimento da região: um forte benefício fiscal a curto prazo, mas com riscos reais de governação e diplomáticos quando a supervisão fica aquém do crescimento.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.