Yeda Research and Development — o Braço de Transferência de Tecnologia do Instituto Weizmann
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Fundada em 1964, a Yissum é uma das primeiras empresas universitárias de transferência de tecnologia do mundo; criou 80+ empresas, incluindo a Mobileye, e só em 2018 assinou 329 licenças e ajudou a fundar 74 start-ups — embora tenha sido contornada na venda da Mobileye à Intel por 15,3 mil milhões em 2017.
A Yissum Research Development Company é a empresa de transferência de tecnologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, fundada em 1964 — um dos primeiros gabinetes de transferência de tecnologia (TTO) universitários do mundo, antecedendo em 16 anos a lei norte-americana Bayh-Dole. A Yissum avalia divulgações de invenções, regista e gere patentes, negoceia licenças, e cria e detém participações em empresas spin-off.
Desde a sua fundação, a Yissum criou mais de 80 empresas spin-off, incluindo a Mobileye, a BriefCam, a OrCam, a HumanEyes e a ExLibris. As suas receitas de licenciamento farmacêutico incluíram royalties do Exelon da Novartis e do Doxil da J&J (desenvolvido pelo Prof. Yechezkel Barenholz, da Universidade Hebraica).
2018 foi um ano recorde: 623 pedidos de patente apresentados (mais do que os 604 de 2017), 329 acordos de licenciamento assinados (aumento de 23% face a 2017, 76% para empresas israelitas, 24% internacionais) e 74 novas startups fundadas (o valor mais alto em seis anos, face a 39 em 2017). Segundo o Haaretz, a Universidade Hebraica previa cerca de 40 milhões de dólares em royalties em 2004, dos quais cerca de 25 milhões provenientes do Doxil e do Exelon combinados. Um acordo de 2004 atribuiu à Yissum 1,354% da Mobileye, participação que a Yissum viria a vender por 40 milhões de dólares.
Mas, segundo o Haaretz, onze dias antes de a Intel anunciar a aquisição da Mobileye por 15,3 mil milhões de dólares, em março de 2017, a liderança da universidade assinou um acordo que renunciava a quaisquer futuras reivindicações sobre a propriedade intelectual da Mobileye — alegadamente contra a vontade do próprio presidente da Yissum — permitindo que a participação pessoal de cerca de mil milhões de dólares do fundador Shashua avançasse sem entraves. O episódio demonstra que mesmo um TTO antigo e prolífico pode ver o seu maior sucesso contornado pela liderança da universidade no momento de maior valor.
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