O Airbel Impact Lab do International Rescue Committee (IRC) criou o aprendIA em resposta a uma crise global: 224 milhões de crianças em idade escolar afetadas por crises, das quais 72 milhões estão totalmente fora da escola. O aprendIA funciona sobre o RapidPro (motor de mensagens de código aberto da UNICEF) integrado com o ChatGPT da OpenAI, oferecendo apoio pedagógico baseado em IA via WhatsApp e SMS — canais que não exigem smartphone nem internet estável, algo essencial nos estados de Borno, Adamawa e Yobe, no nordeste da Nigéria, afetados por conflitos.
O chatbot transmite os próprios modelos pedagógicos do IRC (Healing Classrooms, Learning through Play, Teaching at the Right Level) por chat, e está a ser testado em centros de aprendizagem formais e não formais. Foi concebido para ser adaptado a um novo contexto de crise aguda em 14 dias; a versão do Bangladesh foi criada e lançada em menos de quatro semanas.
Nos testes iniciais, os educadores usaram a ferramenta três a quatro vezes por semana, em sessões de 30 a 40 minutos, completando dois a três cursos; 78% consideraram-na intuitiva, e os utilizadores relataram maior envolvimento dos alunos e menos carga de trabalho. Apoiado em parte por um prémio de 250 mil dólares da OpenAI, o IRC pretende alcançar 10 mil professores e cuidadores, afetando indiretamente cerca de 500 mil alunos, a caminho de uma meta de longo prazo de um milhão de aprendentes até ao final de 2026, na Nigéria, no Bangladesh e na República Democrática do Congo.
Estes números são métricas próprias de utilização e satisfação do IRC e da OpenAI, provenientes de testes iniciais, e não dados de resultados de aprendizagem avaliados de forma independente — ainda não foram publicadas evidências de ganhos em testes ou em literacia/numeracia, e a alegada vantagem de custo ("menos de metade do custo da formação tradicional de professores") é uma estimativa interna do IRC.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.