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A empresa norueguesa No Isolation criou o robô de telepresença AV1, que permite a crianças com cancro e outras doenças de longa duração assistir às aulas à distância, servindo como os seus 'olhos, ouvidos e voz'. Uma avaliação financiada pelo governo britânico registou um aumento da frequência escolar média de 29% para 58% entre os utilizadores.
Crianças em tratamento prolongado de cancro ou outras doenças graves desaparecem frequentemente da escola durante meses, perdendo terreno académico e o contacto diário com colegas e professores — um fator de risco bem documentado para o isolamento social e o atraso na reintegração. A empresa norueguesa No Isolation fabrica o AV1, um pequeno robô de telepresença que ocupa o lugar habitual da criança na sala de aula, permitindo-lhe ver, ouvir e falar na aula remotamente através de um tablet ou telemóvel.
Em 2018, o Departamento de Educação do Reino Unido atribuiu £522.124 à rede Hospital and Outreach Education para uma avaliação financiada pelo governo, com a duração de dois anos, sobre o impacto dos robôs de telepresença no desempenho escolar, na reintegração e no bem-estar, concluída em 2020. Nos Países Baixos, a Vodafone Netherlands Foundation e a Stichting Kind en Ziekenhuis disponibilizaram gratuitamente 21 robôs.
Dados intercalares dos beneficiários do AV1, incluindo crianças com cancro, mostraram que a frequência escolar média subiu de 29% para 58%. Um estudo com mais de 25 crianças que utilizaram os robôs financiados na Holanda constatou que quase todas relataram sentir-se menos sozinhas e mais felizes por poderem voltar a ver a sua turma e o seu professor. A nível mundial, a No Isolation reporta mais de 3.000 unidades AV1 implementadas em 17 países europeus, alcançando mais de 10.000 crianças em mais de 2.500 escolas.
A evidência publicada mais sólida diz respeito à frequência escolar e ao bem-estar psicossocial, e não diretamente aos resultados de aprendizagem, e os estudos de caso descrevem professores individuais a improvisar rotinas de sala de aula em torno do robô, em vez de seguirem um programa de formação estruturado — pontos fortes e limitações reais que devem informar a forma como a evidência é interpretada.
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