AgID × CNR-ISTI MAUVE++ — confrontar a acessibilidade autodeclarada em Itália com um rastreio automático nacional
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A Comissão Eleitoral da Índia grava sinalização em Braille nas máquinas de voto eletrónico e emite cartões de eleitor em Braille, permitindo o voto autónomo a cegos — mas os eleitores ainda não conseguem confirmar se o voto foi registado corretamente.
Desde cerca de 2004, a Comissão Eleitoral da Índia trabalha com os fabricantes de máquinas de voto eletrónico (EVM) Bharat Electronics e Electronics Corporation of India para acrescentar sinalização em Braille — os dígitos de 1 a 16 gravados junto ao botão de voto de cada candidato — nas unidades de votação em todo o país, juntamente com cartões de eleitor (EPIC) e boletins de voto impressos em Braille. O objetivo é permitir que eleitores cegos ou com baixa visão votem em segredo sem terem de revelar a sua escolha a um assistente, um direito formalizado no Quadro Estratégico para Eleições Acessíveis de 2018 da Comissão.
Jornalistas independentes e ativistas pela deficiência documentaram uma lacuna persistente: muitos eleitores cegos não sabem ler Braille, nem todas as EVM em uso têm Braille, e — mais grave ainda — o eleitor não tem forma de confirmar que a máquina registou o voto pretendido, já que o sistema indiano de auditoria em papel (VVPAT) não oferece leitura em voz alta. Os ativistas propuseram um dispositivo de conversão de texto em voz (ITTS) para colmatar esta falha, uma reforma ainda pendente de implementação nacional segundo as notícias mais recentes.
Esta prática ilustra tanto o valor como os limites do hardware acessível por definição em eleições de massas: o Braille em relevo ampliou de forma significativa o voto independente para milhões de cidadãos com deficiência visual numa das maiores democracias do mundo, mas a acessibilidade total continua dependente da literacia em Braille e de uma etapa de verificação que o sistema ainda não oferece.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
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