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Uma ONG de Sydney, com modelação da PwC, conclui que produtos concebidos para 'utilizadores extremos' — pessoas com deficiência, baixa literacia ou limitações associadas à idade — podem alcançar cerca de quatro vezes o mercado original, e as suas auditorias remodelaram o guia de conta de um grande banco e um sítio governamental de NSW.
Em 2019, o Centre for Inclusive Design (CfID), sediado em Sydney, associou-se à Adobe e à Microsoft para encomendar "The Benefit of Designing for Everyone", um relatório de impacto económico elaborado pela PwC Austrália. O relatório modela como produtos digitais concebidos a pensar em "utilizadores extremos" — pessoas com deficiência, baixa literacia, pobreza ou limitações associadas à idade — acabam por beneficiar um grupo muito mais amplo: cita as escovas de dentes elétricas (concebidas para cerca de 40 milhões de norte-americanos com mobilidade limitada, hoje usadas por cerca de 120 milhões) e a legendagem no Reino Unido (concebida para pessoas surdas ou com dificuldades auditivas, hoje usada por cerca de 7,5 milhões de pessoas, quatro vezes o público-alvo original) como precedentes, e estima que pelo menos 5 milhões de australianos vulneráveis à exclusão detêm mais de 40 mil milhões de dólares australianos em rendimento disponível anual combinado.
Desde então, o CfID aplicou a sua metodologia de co-design a projetos organizacionais reais. Para o National Australia Bank (cerca de 9 milhões de clientes), testou um guia de conta corrente com clientes vulneráveis e co-concebeu uma versão em linguagem simples. Para o Department of Customer Service de Nova Gales do Sul, auditou um novo sítio governamental face aos 50 critérios de sucesso da WCAG 2.1 Nível AA, recorrendo a ferramentas automáticas e a testes manuais em quatro navegadores e em computador, telemóvel e tablet.
Os números de destaque sobre o "alcance quadruplicado" e os benefícios económicos (incluindo um impacto modelado de 4,5 mil milhões de dólares australianos em potenciais rendimentos salariais e 4 mil milhões em potencial crescimento das receitas do retalho) resultam da modelação económica da PwC, encomendada pelo CfID e pelos seus parceiros industriais, e não de uma auditoria independente de resultados efetivamente alcançados; devem por isso ser lidos como um argumento de negócio modelado, e não como impacto medido a posteriori — ao contrário das auditorias ao banco e ao governo, que descrevem produtos de trabalho concretos e verificáveis.
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