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ChatTCU — Tribunal de Contas da União Regista 1,3 Milhão de Conversas Internas com IA, com Revisão Humana Obrigatória

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O Tribunal de Contas da União construiu o ChatTCU, um assistente interno de IA generativa sobre Azure OpenAI com recuperação de informação sobre a sua própria jurisprudência e registos de auditoria. Em junho de 2026 já tinha registado 1,3 milhão de conversas e 4,9 milhões de mensagens entre 3.860 utilizadores, com revisão humana obrigatória de todas as saídas antes do uso.

ChatTCU — Tribunal de Contas da União Regista 1,3 Milhão de Conversas Internas com IA, com Revisão Humana Obrigatória

Detalhes

Promotor
Tribunal de Contas da União (TCU)
Período
February 2023 – June 2026
Palavras-chave
public audit, internal government operations, generative AI

Descrição

O Tribunal de Contas da União (TCU) lançou o ChatTCU entre fevereiro e março de 2023 como um chatbot interno construído sobre o modelo GPT-3.5 da OpenAI. Seguiu-se uma segunda versão em junho de 2023 e uma terceira em outubro de 2023, que acrescentou geração aumentada por recuperação (RAG) sobre os sistemas internos do próprio TCU — jurisprudência, acórdãos anteriores e registos administrativos — em vez de depender apenas do conhecimento geral do modelo subjacente.
Em junho de 2026, segundo um estudo de caso da Microsoft, o ChatTCU já tinha processado 1,3 milhão de conversas e 4,9 milhões de mensagens entre 3.860 utilizadores distintos, com volumes diários típicos de 10.000 a 30.000 mensagens. Os servidores utilizam-no para pesquisar conhecimento institucional em linguagem natural, redigir textos preparatórios para pareceres e acórdãos (como minutas de Voto Recon e Acórdão de Relação) e apoiar a análise de auditoria e financeira — os responsáveis do TCU Rainério Rodrigues Leite (Secretário de TI) e Wagner Miranda Costa (Secretário-Adjunto de Tecnologia) descrevem o objetivo como dar aos servidores acesso, via IA generativa, a dados institucionais que os modelos públicos de IA não conseguem ver.
As salvaguardas de governação documentadas pelo TCU e pela Microsoft incluem revisão humana obrigatória de qualquer saída gerada por IA antes de ser finalizada, acesso restrito ao pessoal do TCU, encriptação em repouso e em trânsito, e uma ligação de rede dedicada sem exposição à internet pública. O próprio inquérito de maturidade em IA do TCU e comentários da OCDE assinalaram, em separado, que a maioria das instituições federais brasileiras permanece em estágios iniciais de adoção de IA, o que torna o uso interno avançado do próprio TCU uma exceção, e não a norma.
Como limitação honesta: os números públicos descrevem o volume de utilização e as salvaguardas técnicas, não uma avaliação independente da exatidão das respostas, das taxas de erro ou da poupança de tempo efetivamente medida por processo — essas métricas de eficácia não foram publicadas.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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