Divulgação Salarial por Género na Coreia do Sul ao abrigo da Lei-Quadro da Igualdade de Género (2020)
Coréia do Sul
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A Lei 20.348 do Chile (2009) consagrou o direito à igualdade salarial para 'o mesmo trabalho' e exigiu registo interno de funções em empresas com 200+ trabalhadores; 15 anos depois é considerada ineficaz, com o diferencial perto de 21-27% e um projeto mais robusto no Congresso.
Promulgada em junho de 2009, a Lei 20.348 do Chile consagrou o direito legal à igualdade de remuneração entre homens e mulheres que desempenhem 'o mesmo trabalho' e exigiu que as empresas com 200 ou mais trabalhadores mantivessem um registo interno de cargos e funções, com efeitos a partir de janeiro de 2010; as empresas com 10 ou mais trabalhadores devem também dispor de um procedimento interno de reclamação — limitado a 30 dias — antes de qualquer queixa por discriminação salarial poder seguir para tribunal.
Quinze anos depois, a lei é amplamente considerada como tendo falhado no objetivo de fechar o diferencial salarial de género no Chile. O académico de direito laboral Sergio Gamonal classificou-a como 'péssima' por assentar na linguagem ultrapassada de 'mesmo trabalho', em vez do padrão internacional de 'trabalho de igual valor', o que permite às empresas afastar uma reclamação bastando atribuir um título ligeiramente diferente ao cargo. Um estudo da Buk de 2024 concluiu que os homens ainda ganham 27% mais do que as mulheres pelo mesmo trabalho, enquanto um estudo separado da Laborum, também de 2024, situou o diferencial global em 21,7% (18,8% no emprego formal, 30,1% no informal), com o diferencial em cargos de liderança a alargar-se em 2023, segundo o mesmo relato. Comentadores jurídicos alertam ainda que o passo obrigatório de reclamação interna de 30 dias, aliado a uma fraca proteção contra retaliação, desincentiva os trabalhadores de apresentar queixa.
Como o registo é interno e confidencial, em vez de publicamente divulgado, e porque não existem relatórios públicos proativos comparáveis aos de Israel ou da Coreia do Sul, o Congresso chileno debate atualmente um novo projeto de lei de 'Equidade Salarial' destinado a substituir este mecanismo por protocolos obrigatórios de equidade salarial e uma divulgação mais ampla. Esta prática é incluída como um caso de advertência documentado: uma lei de transparência pioneira e bem-intencionada cujo âmbito estreito e ausência de divulgação pública limitaram o seu efeito real.
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