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eMAG e TIC Web Acessibilidade — o Modelo Obrigatório de Acessibilidade do Governo Eletrónico Brasileiro e o seu Monitor Independente

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O Brasil exige acessibilidade alinhada com a WCAG nos sítios federais desde 2007, com o eMAG, mas uma pesquisa independente em 418 sítios gov.br e 267.090 páginas encontrou só uma página totalmente livre de erros — mandato aliado a uma medição honesta das suas falhas.

eMAG e TIC Web Acessibilidade — o Modelo Obrigatório de Acessibilidade do Governo Eletrónico Brasileiro e o seu Monitor Independente

Detalhes

Promotor
Secretaria de Governo Digital (SGD) & NIC.br / Ceweb.br
Período
2007–present
Palavras-chave
digital accessibility, e-government, public sector ICT, disability inclusion, independent monitoring

Descrição

O governo federal do Brasil tornou obrigatória a acessibilidade na Web em 2007 (Portaria SLTI/MP no. 3), institucionalizando o eMAG (Modelo de Acessibilidade em Governo Eletronico), um conjunto de recomendações alinhado com a WCAG 2.0, publicado pela primeira vez em 2005 e atualizado para a versão 3.1 em 2014 pela Secretaria de Governo Digital em conjunto com o Instituto Federal do Rio Grande do Sul. A conformidade com o eMAG é obrigatória para todos os sítios e portais do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação da administração pública federal (SISP).
Em vez de depender apenas da autodeclaração dos organismos, o programa Ceweb.br do NIC.br mantém a TIC Web Acessibilidade, uma pesquisa anual independente, desenvolvida com a Universidade Federal de Minas Gerais, que avalia automaticamente os sítios gov.br segundo critérios do eMAG/WCAG. A primeira coleta completa avaliou 418 sítios governamentais e 267.090 páginas: nenhum sítio obteve pontuação na faixa de conformidade de 95-100%, apenas 60 sítios ficaram entre 85-94,99%, e apenas uma única página, das 267.090 avaliadas, não apresentou nenhum erro detetado. A falha mais comum -- a validade básica da marcação HTML -- ocorreu em mais de 99% das páginas avaliadas.
A combinação de uma norma obrigatória com uma auditoria pública independente, de grande escala e recorrente, é pouco comum e valiosa: transforma um mandato no papel num registo longitudinal e mensurável de uma lacuna de implementação persistente, em vez de permitir que os organismos se autocertifiquem como bem-sucedidos. Os resultados honestos e maioritariamente negativos constituem, eles próprios, a base de evidência de que o parque web federal brasileiro ainda tem um longo caminho a percorrer, dando aos reformadores metas concretas em vez de afirmações aspiracionais.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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