Diretrizes Operacionais dos Sites Públicos «de Todos» — o Regime Japonês de Testes e Divulgação Obrigatória de Acessibilidade
Japão
Desde 2016, o MIC do Japão exige que os organismos públicos testem os sítios segundo a norma JIS X 8341-3:2016 …
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O Brasil exige acessibilidade alinhada com a WCAG nos sítios federais desde 2007, com o eMAG, mas uma pesquisa independente em 418 sítios gov.br e 267.090 páginas encontrou só uma página totalmente livre de erros — mandato aliado a uma medição honesta das suas falhas.
O governo federal do Brasil tornou obrigatória a acessibilidade na Web em 2007 (Portaria SLTI/MP no. 3), institucionalizando o eMAG (Modelo de Acessibilidade em Governo Eletronico), um conjunto de recomendações alinhado com a WCAG 2.0, publicado pela primeira vez em 2005 e atualizado para a versão 3.1 em 2014 pela Secretaria de Governo Digital em conjunto com o Instituto Federal do Rio Grande do Sul. A conformidade com o eMAG é obrigatória para todos os sítios e portais do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação da administração pública federal (SISP).
Em vez de depender apenas da autodeclaração dos organismos, o programa Ceweb.br do NIC.br mantém a TIC Web Acessibilidade, uma pesquisa anual independente, desenvolvida com a Universidade Federal de Minas Gerais, que avalia automaticamente os sítios gov.br segundo critérios do eMAG/WCAG. A primeira coleta completa avaliou 418 sítios governamentais e 267.090 páginas: nenhum sítio obteve pontuação na faixa de conformidade de 95-100%, apenas 60 sítios ficaram entre 85-94,99%, e apenas uma única página, das 267.090 avaliadas, não apresentou nenhum erro detetado. A falha mais comum -- a validade básica da marcação HTML -- ocorreu em mais de 99% das páginas avaliadas.
A combinação de uma norma obrigatória com uma auditoria pública independente, de grande escala e recorrente, é pouco comum e valiosa: transforma um mandato no papel num registo longitudinal e mensurável de uma lacuna de implementação persistente, em vez de permitir que os organismos se autocertifiquem como bem-sucedidos. Os resultados honestos e maioritariamente negativos constituem, eles próprios, a base de evidência de que o parque web federal brasileiro ainda tem um longo caminho a percorrer, dando aos reformadores metas concretas em vez de afirmações aspiracionais.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
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