A Lei de Remuneração Igual da Índia, de 1976, exigia salário igual para trabalho igual ou semelhante, independentemente do género. As suas disposições foram entretanto consolidadas no Código de Salários de 2019 que, juntamente com três outros códigos laborais, entrou em vigor em todo o país a 21 de novembro de 2025, tendo sido notificado o Regulamento de Salários (Central) de 2026 para a sua operação. O Código proíbe a discriminação salarial em função do género e é aplicado pelos departamentos de trabalho central e estaduais.
Quase cinquenta anos depois da lei original, o Inquérito Periódico à Força de Trabalho (PLFS) oficial da Índia, conduzido pelo Gabinete Nacional de Estatística sob o Ministério de Estatística e Implementação de Programas, continua a registar grandes disparidades salariais de género. No trimestre de abril a junho de 2024, o salário mensal médio dos trabalhadores assalariados regulares em áreas rurais foi de 18.200 rúpias para os homens face a 12.396 rúpias para as mulheres — as mulheres a ganhar cerca de 68% do salário dos homens, uma disparidade de cerca de 32%. O relatório anual do PLFS 2023–24 (divulgado em setembro de 2024) mostra que a disparidade persiste em todas as categorias de emprego: os homens por conta própria ganham cerca de três vezes mais do que as mulheres por conta própria, e os trabalhadores ocasionais do sexo masculino ganham cerca de 1,5 vezes mais do que as suas homólogas.
Uma análise jurídica independente publicada pela International Bar Association atribui parte do efeito limitado da lei ao seu âmbito restrito: aplica-se apenas a "o mesmo trabalho ou trabalho de natureza semelhante", um critério baseado na competência, esforço e responsabilidade exigidos, que não aborda a subvalorização sistemática de profissões predominantemente femininas face a profissões predominantemente masculinas de valor comparável. A mesma análise nota que o Artigo 16 da lei permite ao governo isentar disparidades salariais justificadas por "um fator diferente do sexo", disposição que criou ambiguidade na aplicação da lei. Um inquérito de 2024 do DBS Bank India/CRISIL, citado na mesma análise, encontrou uma disparidade salarial de género percecionada de 23% entre mulheres assalariadas em áreas metropolitanas da Índia, e o Relatório Global sobre a Disparidade de Género de 2023 do Fórum Económico Mundial colocou a Índia no 127.º lugar entre 148 países em paridade salarial.
Como o atual regime do Código de Salários só entrou plenamente em vigor em todo o país em novembro de 2025, ainda não houve tempo para avaliar o seu efeito específico ao abrigo do novo enquadramento; as evidências de disparidade salarial acima refletem o resultado dos quase cinquenta anos anteriores de legislação de igualdade salarial, e não apenas do novo Código.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.