O Joint Council for Qualifications (JCQ), que representa as principais entidades certificadoras do Reino Unido, publica «AI Use in Assessments: Your role in protecting the integrity of qualifications». A Revisão 2 entrou em vigor a 30 de abril de 2025 e destina-se a professores, avaliadores e centros de exames, que devem basear nela as suas políticas de IA e de má conduta.
A atualização seguiu-se a um inquérito aos centros. Acrescenta exemplos reais de má conduta de candidatos com IA não referenciada adequadamente (Anexo A), informação sobre a autenticação de trabalhos privados dos candidatos, uma nova secção sobre «utilização de IA e classificação», que abrange tanto o uso de IA pelos alunos como pelos avaliadores (Anexo B), e uma lista alargada de ferramentas de IA e de deteção de IA. Acompanha-a uma ficha para alunos, uma ficha para professores e uma apresentação para dirigentes escolares.
A evidência é descritiva e não baseada em resultados. O Delivery Report 2025 do Ofqual identifica o uso inadequado de IA em avaliações não presenciais como um risco, sobretudo em disciplinas com trabalhos de curso, e regista 42 alegações de má conduta recebidas para GCSE, AS e A level no verão de 2025 (51 em 2024), mas não publica contagem separada de uso indevido de IA: os casos confirmados são reportados como plágio. As entidades certificadoras usam software de deteção e moderação e partilham sanções confirmadas entre si, para uma abordagem coerente em todo o setor.
Ressalvas: não há dados publicados que mostrem se as orientações reduzem o uso indevido de IA, e as ferramentas de deteção são um ponto fraco reconhecido. A prática é transferível como modelo de regulamento setorial, apoiado pelo regulador, para a integridade da avaliação, mas o seu efeito ainda não foi avaliado.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.