A Autoridade de Comunicações do Quénia (CA) gere um Sandbox Regulatório de Tecnologias Emergentes, descrito pela Datasphere Initiative como o primeiro do género em África fora do setor financeiro. Permite a startups, programadores e inovadores testar produtos TIC, estando no âmbito serviços com IA, e-learning com IA, e-saúde, IoT e ferramentas de cidade inteligente, durante 6 a 12 meses, com acesso direto ao regulador e incentivos como isenção de taxas.
O estudo de caso da Datasphere (que data o lançamento de 2023) regista 3 candidaturas, 1 aceite e 2 em análise, e enumera desafios: percursos regulatórios pouco claros para inovações TIC, ambiguidade para tecnologias emergentes e apoio limitado a produtos que combinam hardware e software. Como lições, refere que o contacto precoce entre inovadores e regulador pode clarificar a conformidade e que os dados do sandbox podem informar regulação futura. Uma convocatória para o exercício 2026/27 terminou a 30 de julho de 2026.
Um artigo de opinião de julho de 2026 no The Star, do tecnólogo Ahmed Abdirahman, defende que o esquema carece de histórico publicado de participantes ou resultados, de padrão de avaliação definido, de consequências claras para danos durante os testes e de poderes vinculativos, comparando-o com o sandbox da Autoridade dos Mercados de Capitais; acrescenta que passaram três anos da consulta de janeiro de 2023 até ao portal e que ficam de fora usos de IA de maior risco, como a pontuação de crédito. É comentário, não auditoria.
A prática entra como caso de cautela, numa fase inicial: um quadro anunciado, com adesão muito reduzida e sem resultados publicados.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.