Batas Kasambahay (Lei RA 10361) — A Lei das Trabalhadoras Domésticas das Filipinas
Filipinas
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A lei uruguaia de 2006 sobre trabalho doméstico deu às cerca de 120 mil trabalhadoras domésticas do país — na sua maioria mulheres — jornada de oito horas, salário mínimo e segurança social; em 2012, o Uruguai tornou-se o primeiro país do mundo a ratificar a Convenção 189 da OIT.
O trabalho doméstico - cozinhar, limpar e cuidar em casas particulares - é uma das ocupações mais dominadas por mulheres e historicamente mais desregulamentadas do mundo. Em 2006, a Lei n.º 18.065 do Uruguai colocou os trabalhadores domésticos do país, esmagadoramente mulheres, sob as mesmas proteções laborais fundamentais que os restantes trabalhadores.
Estender aos trabalhadores domésticos as proteções laborais e de segurança social normais - uma jornada de oito horas e uma semana de 44 horas, descanso semanal, um salário mínimo negociado, indemnização por despedimento, proteção contra o despedimento durante a gravidez e cobertura de saúde.
A lei criou um conselho salarial tripartido para negociar tabelas salariais específicas do setor. Em abril de 2012, com base neste quadro, o Uruguai tornou-se o primeiro país do mundo a ratificar a Convenção sobre os Trabalhadores Domésticos da OIT (n.º 189), um tratado cujas proteções centrais a sua própria lei de 2006 já antecipara em cinco anos.
A reforma traduziu-se numa formalização mensurável: o número de trabalhadores domésticos registados subiu de cerca de 38.500 em 2004 para 64.400 em 2012, um aumento de 67%, à medida que os trabalhadores passavam de acordos informais e desprotegidos para o sistema de segurança social.
O conselho salarial tripartido da lei continua a negociar tabelas salariais específicas do setor, e o modelo uruguaio tem sido citado pela OIT como referência para outros países latino-americanos que elaboram a sua própria legislação sobre trabalho doméstico. A cobertura, ainda assim, permanece parcial: com cerca de 120.000 trabalhadores domésticos num país de 3,4 milhões de habitantes, uma parte significativa continua a trabalhar fora do sistema formal.
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