Em 2023, a Cidade de Viena autorizou o uso de IA generativa na administração e publicou um guia para os trabalhadores, o KI-Kompass. Este exige que os humanos continuem responsáveis pelos conteúdos gerados, que os dados pessoais e sensíveis sejam tratados legalmente e que os conteúdos gerados por IA sejam identificados antes de publicados (Wien ORF, 24 jan. 2024).
Em 2025 a cidade relançou o primeiro chatbot interno (MeinChatGPT) como WienKI, uma plataforma em infraestrutura controlada pela cidade (Red Hat OpenShift) que oferece vários modelos de linguagem (Azure OpenAI e modelos abertos como Llama e Mistral), geração e análise de imagens e carregamento de documentos com bases de conhecimento por departamento.
A adoção é apoiada por uma comunidade interna, KITT (dicas e truques de IA): sessões mensais de atualização, workshops de prompts e workshops presenciais nos departamentos, com cerca de 100 participantes online por sessão.
Uso reportado (Relatório Wien Digital 2025): 2 500 utilizadores ativos, 104 062 conversas, 292 milhões de tokens, 100 010 imagens geradas e 14 238 documentos carregados. Face a cerca de 70 000 trabalhadores, isto corresponde a 3-4 % de utilização ativa. A página Public Sector Tech Watch da Comissão Europeia refere mais de 50 departamentos e valores maiores de bases de conhecimento (mais de 2 000 bases, 14 000 documentos) do que o relatório da cidade (927 documentos), pelo que os números variam consoante a fonte e a data.
A WienKI recebeu o Public Sector Tech Watch Best Cases Award (categoria G2G) e ficou classificada nos Red Hat Innovation Awards 2025. São sinais de reconhecimento, não avaliações: nenhum estudo publicado mede poupança de tempo, qualidade ou taxas de erro, e não há documentação de testes de equidade ou exatidão. Lição: uma implementação centrada na governação e numa comunidade de pares permite uma ferramenta interna segura, mas a adoção e os benefícios ainda precisam de ser medidos.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.