O Freedom Fone é um kit de ferramentas de resposta de voz interativa (IVR) e SMS de código aberto, criado por Bev Clark, do Kubatana Trust do Zimbábue, uma ONG de ativismo informativo sediada em Harare, com uma bolsa do Knight News Challenge. Foi lançado em fevereiro de 2010 (após uma fase de prototipagem iniciada em 2008) com o objetivo explícito de permitir que estações de rádio comunitárias, projetos de saúde e grupos cívicos, em qualquer lugar, configurassem menus de voz, sondagens e linhas de "deixe uma mensagem" através de telemóveis comuns — alcançando pessoas sem acesso à internet, que não sabem ler ou que usam apenas telemóveis básicos — sem necessidade de contratar um programador.
Estudos de campo compilados pelo portal de TIC para o desenvolvimento MobileActive.org documentaram implementações reais: a Rádio Maria, em Dar es Salaam, Tanzânia, realizou um concurso de conhecimentos avícolas chamado "Kuku Hotline", que registou 2.499 chamadas e 1.448 chamadores distintos em seis semanas, além de 297 mensagens SMS; a Volta Star Radio, na região do Volta, no Gana, geriu uma linha de informação sobre preços de mercado e adubo orgânico que registou 4.503 chamadas no total, com 2.041 chamadores a avançar para além da mensagem de boas-vindas. Uma análise separada, afiliada à USAID, no Agrilinks, indicou que o kit tinha sido implementado mais de 100 vezes em 23 projetos, em 15 países, por parceiros como a Equal Access, a TechnoServe e a Africa Youth Trust.
Os mesmos estudos de campo são francos quanto às limitações da prática: o gateway de hardware VoiceBlue Lite, necessário para ligar a uma rede móvel, custava mais de 2.000 dólares por local, as implementações eram vulneráveis a cortes de energia, e vários projetos relataram que os chamadores de primeira vez ficavam confusos com as sondagens por SMS, mesmo quando os menus de voz funcionavam bem. Ao contrário do CGNet Swara ou do iCow, as fontes disponíveis não documentam a atividade do Freedom Fone após as implementações do início da década de 2010 aqui descritas, pelo que o seu estado operacional atual e quaisquer resultados de mais longo prazo não estão verificados — é incluído como um modelo inicial bem fundamentado para permitir que pequenas organizações criem os seus próprios serviços de voz inclusivos, e não como uma afirmação de uso contínuo.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.