Desde 2019, o Secretariado do Gabinete do Japão gere um subsídio de apoio à mudança de residência para agregados familiares que deixam os 23 distritos especiais de Tóquio (e, mais tarde, a área metropolitana alargada) para um dos cerca de 1.800 municípios rurais ou regionais elegíveis, implementado através de cerca de 550 governos locais participantes em dezembro de 2024. Para se qualificarem, os candidatos têm de aceitar um emprego local, criar um negócio, ou continuar em teletrabalho para uma entidade empregadora fora da região, e comprometer-se a residir no município de destino durante, pelo menos, cinco anos. O subsídio aumentou ao longo do tempo: o bónus por filho foi elevado para ¥1.000.000, permitindo que uma família com dois filhos reclame até ¥5.000.000 (cerca de 32.000 dólares) no total, e o governo alargou ainda mais as categorias de emprego elegíveis — incluindo agricultura, saúde, assistência social e trabalho por conta própria — a partir do ano fiscal de 2025.
Dados de adesão citados pela Nikkei mostram o programa a começar de forma modesta e a acelerar durante a pandemia: 71 agregados receberam o subsídio em 2019, subindo para 290 em 2020 e 1.184 em 2021, à medida que o teletrabalho se tornou mais aceite. Mesmo nesse pico, a adesão real manteve-se muito abaixo das cerca de 10.000 pessoas por ano que o governo esperava atrair para fora da área metropolitana de Tóquio.
Esta diferença é um alerta útil sobre os limites dos incentivos financeiros para inverter a concentração urbana: como nota uma análise académica publicada na The Conversation, o Japão tem implementado esquemas de subsídio à mudança para zonas rurais amplamente semelhantes desde 1953, com apenas sucesso marginal na redistribuição da população japonesa para fora de Tóquio, que, juntamente com a sua área metropolitana, ainda alberga cerca de 37 milhões de pessoas, cerca de 30% do total nacional. Não foi encontrada nenhuma avaliação independente e rigorosa dos resultados económicos de longo prazo das pessoas que se mudaram, nem sobre se o subsídio induz mudanças que de outra forma não aconteceriam; os dados disponíveis são contagens de participação, não medições de impacto.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.