Baixa Menstrual Remunerada em Espanha (2023) — Primeira Lei na Europa, Adesão Modesta no Primeiro Ano
Espanha
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A Lei de Normas Laborais do Japão garante baixa por menstruação desde 1947, uma das leis mais antigas do mundo neste domínio — mas inquéritos nacionais mostram que menos de 10% (nalguns anos menos de 2%) das trabalhadoras a utilizam, e em 2020 apenas cerca de 30% dos empregadores a remuneravam.
O artigo 68.º da Lei de Normas Laborais do Japão, de 1947, confere às trabalhadoras o direito a licença quando o trabalho se torna marcadamente difícil devido à menstruação. Ao contrário da lei espanhola de 2023, não é exigido atestado médico, mas a lei não obriga ao pagamento da licença.
Um inquérito de 2020 revelou que apenas cerca de 30% das grandes empresas (1000 ou mais trabalhadores) pagavam salário total ou parcial durante esta licença, descendo para cerca de 25% nas empresas mais pequenas. Um inquérito do Nikkei BP Intelligence Group a 1956 trabalhadoras constatou que menos de 10% recorrem efetivamente à licença, e outros inquéritos nacionais registaram taxas de utilização tão baixas como 0,9–1,9% em alguns anos. As razões apontadas para a não utilização incluem uma cultura de gestão dominada por homens, desconforto em revelar motivos menstruais para a ausência e a falta de garantia de pagamento.
A avaliação da Evidoria assinala que, quase 80 anos após a sua promulgação, um mero direito legal, sem garantia de pagamento nem desestigmatização ativa, tende a produzir uma utilização real persistentemente baixa.
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