A Gender Equality Act 2020 (Victoria, Austrália) obriga cerca de 300 organismos do setor público, universidades e municípios, que abrangem mais de 450 000 trabalhadores, a realizar auditorias de género segundo sete indicadores, publicar Planos de Ação para a Igualdade de Género e demonstrar progressos razoáveis e materiais de dois em dois anos, sob a supervisão da Comissão para a Igualdade de Género no Setor Público.
A primeira auditoria (publicada a 5 de setembro de 2022) apurou uma disparidade salarial média de 15,6%, ou seja, os homens ganharam cerca de 19 000 dólares a mais do que as mulheres em 2020-21; as mulheres eram 66% dos trabalhadores do setor público, mas 45% dos cargos de chefia superior.
A auditoria de progresso de 2023 registou 100% das organizações a reportar; a disparidade mediana da remuneração total no setor público de Victoria desceu para 9,1% (administração local 1,7%), embora, pela média, tenha havido ligeiros aumentos. A conformidade com o progresso em equidade salarial foi de 67% e 96% das organizações tinham plano de ação. Um exemplo, a Victoria Legal Aid, reduziu a disparidade média do salário base de 13,2% para 10,5% entre 2021 e 2023.
Uma avaliação independente do processo de auditoria pela Allen + Clarke (agosto–setembro de 2022) concluiu que as entidades valorizavam a reforma, mas apontavam modelos difíceis e aconselhamento tardio, e fez 13 recomendações. A Comissão nota ainda que os dados de queixas de assédio sexual captam pouco a experiência dos trabalhadores. Os resultados são medidos como conformidade com o progresso e não está estabelecida a atribuição da evolução salarial apenas à lei.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.